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Contagem regressiva: petróleo fecha sem direção com ultimato de Trump ao Irã prestes a vencer
Publicado 07/04/2026 • 16:46 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 07/04/2026 • 16:46 | Atualizado há 1 uma semana
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Foto: Freepik
O petróleo encerrou o pregão desta terça-feira, 7, sem direção, após uma sessão volátil, à medida que aumentavam as tensões com a aproximação do prazo estipulado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um cessar-fogo e realize a reabertura do Estreito de Ormuz.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 0,48% (US$ 0,54), a US$ 112,95 o barril.
Já o Brent para junho recuou 0,45% (US$ 0,50), a US$ 109,27 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
A commodity energética oscilou ao longo do pregão em meio aos relatos sobre as negociações Estados Unidos-Irã.
Segundo o New York Times, o Irã interrompeu as negociações com os EUA e informou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo. No pico da sessão, o petróleo WTI atingiu os US$ 117 e o Brent US$ 111 por barril, antes de perderem fôlego.
Trump intensificou ainda mais as ameaças contra o Irã nesta terça-feira ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás “por anos”.
Para analistas da Macquarie, o pior cenário esta noite é se os EUA levarem adiante a ameaça de atacar ativos do Irã. “Caso o Brent suba em direção a US$ 150/barril com os ataques, isso também pode gerar ataques especulativos às moedas de países emergentes altamente dependentes de importações de petróleo”, explicam.
Com a guerra já em sua sexta semana, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) elevou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 para US$ 96 por barril e passou a estimar valor médio de US$ 76 em 2027, em virtude da guerra no Irã.
Já analistas do UBS avaliam que a recuperação da produção de petróleo aos níveis anteriores ao conflito deve levar mais tempo, o que indica que os preços tendem a permanecer elevados por algum período.
Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que sua produção de petróleo despencou 25% em março, a maior queda em pelo menos quatro décadas, de acordo com um levantamento da Bloomberg.
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