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Embaixadas no Golfo recomendam que brasileiros avaliem deixar a região
Publicado 07/04/2026 • 16:54 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 07/04/2026 • 16:54 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: RS/via Fotos Públicas
Foto ilustrativa/arquivo
Embaixadas do Brasil nos países árabes do Golfo estão recomendando aos brasileiros que avaliem deixar a região diante da possibilidade de intensificação dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, e das possíveis retaliações iranianas a alvos nas nações vizinhas. “O conflito regional dá sinais de escalada e não há como prever sua evolução”, afirmam as embaixadas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait em alertas postados em seus perfis nas redes sociais.
As representações diplomáticas brasileiras no Bahrein e no Catar fizeram manifestações semelhantes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deu até a noite desta terça-feira para que o Irã libere a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao mar aberto e por onde passam cerca de 25% do transporte mundial de petróleo e derivados. Caso contrário, promete intensificar os bombardeiros à infraestrutura iraniana, incluindo usinas elétricas e pontes. Em contrapartida, o Irã ameaça ampliar as retaliações contra alvos em países vizinhos aliados dos EUA.
“Nesse contexto, a embaixada recomenda aos nacionais brasileiros avaliar, em caráter individual, a conveniência de permanecer no país ou considerar opções de deslocamento para locais considerados mais seguros”, dizem as embaixadas do Brasil nos Emirados e no Kuwait. A representação brasileira no Bahrein já havia feito esta sugestão na última sexta-feira.
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Siga o Times | CNBCDesde o início dos combates, em 28 de fevereiro, o Irã tem lançado mísseis e drones contra alvos nestes países, visando instalações militares norte-americanas ou que possam dar apoio aos EUA, mas também indústrias, aeroportos, refinarias e outras.
Em caso de permanência nos países, as embaixadas recomendam que os brasileiros priorizem a segurança pessoal e familiar, acompanhem os alertas e sigam as orientações das autoridades locais e, em caso de aviso de ataque iminente, busquem abrigo em local fechado, longe de janelas e de preferência ao nível do solo.
Outras recomendações incluem evitar locais sensíveis e aglomerações, não fotografar instalações de segurança, monitorar os canais de comunicação das embaixadas, ter uma reserva de água potável, alimentos não perecíveis e medicamentos essenciais, além de lanternas e pilhas, kit de primeiros socorros, manter as baterias de celulares carregadas e deixar dinheiro, passaportes e outros documentos à mão.
O espaço aéreo da região sofre alterações com frequência. Nos Emirados, por exemplo, voos estão saindo, mas há o risco de alterações. Já no Kuwait, o espaço aéreo está fechado, de acordo com a embaixada brasileira. Há a possibilidade de saída por terra pela Arábia Saudita, que faz fronteira com as demais nações árabes do Golfo.
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