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Conflito no Oriente Médio

Vance deixa Islamabad sem acordo e impasse nuclear ameaça cessar-fogo com Irã

Publicado 12/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Negociação entre EUA e Irã fracassa após 21 horas de conversas em Islamabad sem acordo sobre armas nucleares.
  • Impasse nuclear foi ponto de ruptura das conversas mediadas pelo Paquistão entre americanos e iranianos.
  • Cessar-fogo de duas semanas sob pressão com bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz ainda em vigor.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deixou Islamabad na manhã deste domingo (12) sem um acordo com o Irã após 21 horas de negociação mediada pelo Paquistão. O ponto de ruptura foi a recusa iraniana em abrir mão do desenvolvimento de armas nucleares, condição que Washington definiu como inegociável para o avanço das conversas.

Não chegamos a um acordo“, disse Vance em entrevista coletiva ao lado do enviado especial Steve Witkoff e do genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner. “Precisamos de um compromisso afirmativo de que eles não buscarão uma arma nuclear nem as ferramentas que permitiriam alcançá-la rapidamente.”

Ao longo das 21 horas de negociação, Vance afirmou ter falado com Trump “meia dúzia, uma dúzia de vezes”, além de manter contato constante com o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central americano.

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Proposta final e próximos passos

Antes de embarcar no Air Force Two, Vance deixou uma proposta que chamou de “oferta final e melhor” dos EUA, aguardando resposta iraniana. O governo do Irã, por sua vez, publicou nas redes sociais que as conversas terão “outra rodada após uma pausa no domingo.”

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, sinalizou que o país tentará facilitar um novo diálogo nos próximos dias. “É imperativo que as partes continuem honrando o compromisso com o cessar-fogo”, disse.

Posição iraniana

A delegação iraniana foi liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, que publicou em sua conta no X que os negociadores do país apresentaram “iniciativas prospectivas”, mas que os americanos não conseguiram conquistar a confiança iraniana nesta rodada.

“A América compreendeu nossa lógica e nossos princípios. Agora é hora de decidir se consegue ganhar nossa confiança ou não”, escreveu Qalibaf.

A agência de notícias iraniana Tasnim atribuiu o fracasso das conversas a exigências “excessivas” dos EUA, citando entre os pontos de discórdia a remoção de materiais nucleares do país e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Cessar-fogo sob pressão

A negociação ocorreu em meio à tensão sobre a trégua de duas semanas anunciada na terça-feira (7). O cessar-fogo previu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz como condição americana, mas o bloqueio iraniano à navegação comercial segue praticamente intacto desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Trump demonstrou irritação com a situação em publicações na plataforma Truth Social. “Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz. É melhor que não estejam fazendo isso e, se estiverem, é melhor pararem agora”, escreveu o presidente na quinta-feira (9).

Ainda assim, três superpetroleiros conseguiram atravessar o estreito no sábado (11), segundo dados de rastreamento marítimo, em aparente movimento de abertura parcial da rota. Cada embarcação tem capacidade para transportar 2 milhões de barris de petróleo.

Destroieres americanos no Ormuz

Dois destroieres da Marinha americana, o USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy, transitaram pelo Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início do conflito, como parte de uma missão de varredura de minas navais colocadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

“Hoje começamos o processo de estabelecer uma nova passagem e compartilharemos em breve essa rota segura com a indústria marítima”, disse o almirante Brad Cooper em comunicado.

O Corpo da Guarda Revolucionária reagiu com um aviso: qualquer tentativa de embarcações militares de atravessar o estreito seria recebida com “resposta firme”. Apenas navios não militares, sob regulamentos específicos, teriam permissão de passagem, segundo nota distribuída pela imprensa estatal iraniana.

Delegação de luto e clima tenso

A delegação iraniana chegou às conversas vestida de preto, em luto pelo aiatolá Ali Khamenei e por outras vítimas do conflito. Os representantes carregaram sapatos e bolsas de estudantes mortos no bombardeio americano a uma escola próxima a um complexo militar, segundo o governo iraniano. O Pentágono informou que o ataque está sob investigação.

“Houve oscilações de humor dos dois lados e a temperatura subiu e desceu durante a reunião”, disse uma fonte paquistanesa à agência Reuters, em referência à primeira rodada de conversas.

Para receber as delegações, Islamabad, cidade de mais de 2 milhões de habitantes, foi colocada em regime de bloqueio com milhares de militares e tropas do exército nas ruas.

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