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Brasil lidera uso de biometria contra fraudes e enfrenta ameaça de IA aos próprios sistemas
Publicado 14/04/2026 • 15:00 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 14/04/2026 • 15:00 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Imagem gerada pela inteligência artificial Nano Banana 2 com prompt de Allan Ravagnani
Metade humana, metade digital: a biometria facial se tornou a principal barreira contra fraudes de identidade, mas também o novo alvo dos ataques com inteligência artificial
O Brasil está acima da média global na adoção de biometria para prevenção de fraudes, mas enfrenta um paradoxo que coloca em xeque a maturidade desse avanço, já que 88% das empresas brasileiras declaram preocupação com ataques de inteligência artificial direcionados aos próprios sistemas biométricos que utilizam para se proteger.
Os dados são do relatório The State of Biometric Security in the Age of AI Fraud, divulgado nesta terça-feira (14) pela Aware, Inc. (NASDAQ: AWRE), empresa especializada em soluções de identidade e autenticação biométrica. O levantamento ouviu 500 líderes seniores de tecnologia e negócios nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, em pesquisa conduzida pela Censuswide em fevereiro de 2026.
Segundo o estudo, 70,7% das organizações brasileiras utilizam biometria especificamente para combater fraudes de identidade, índice superior à média global, de 60%. O interesse em aprofundar essa adoção também é elevado: 98% das empresas no país demonstram interesse em plataformas de orquestração biométrica, tecnologia que coordena múltiplos sistemas e fornecedores em uma arquitetura integrada de segurança.
Além disso, 80,7% das empresas brasileiras já incluem biometria ou tecnologia de detecção de vivacidade (liveness detection) em suas estratégias antifraude, e 91,3% afirmam ter planos para lidar com fraudes baseadas em IA.
O investimento financeiro acompanha esse movimento. Cerca de 60% das organizações brasileiras destinam entre US$ 138 mil e US$ 688 mil por ano para tecnologias biométricas, enquanto 26,7% investem entre US$ 688 mil e US$ 1,4 milhão anualmente.
O avanço na adoção, porém, não eliminou as brechas. Cerca de 30% das organizações brasileiras relatam ter sofrido fraudes com uso de IA nos últimos 12 meses — índice inferior à média global de 44%, mas ainda expressivo para um mercado que se posiciona acima da média em adoção tecnológica.
Entre as empresas brasileiras afetadas por esses ataques, 62,2% registraram custos relacionados a responsabilidades legais, 46,7% relataram perda de receita e 37,8% apontaram danos à reputação.
O relatório evidencia um gap entre estratégia e execução que não é exclusividade brasileira. Globalmente, 88,4% das organizações afirmam ter um plano de detecção de fraudes que inclui ameaças como deepfakes e identidades sintéticas. Ainda assim, 44% delas seguem sendo vítimas de fraudes com IA. Ter um plano, portanto, não equivale a estar protegido.
“Deepfakes e ataques impulsionados por inteligência artificial estão mudando fundamentalmente a forma como a identidade pode ser manipulada”, afirmou Maxine Most, CEO do The Prism Project, em declaração incluída no relatório. “Para acompanhar esse ritmo, as organizações precisam repensar como a identidade é protegida e investir em sistemas inteligentes.”
Outro fator que complica o ambiente de segurança é a multiplicidade de fornecedores. Enquanto a média global aponta para três provedores de biometria por organização, no Brasil mais de 40% das empresas já trabalham com quatro ou mais fornecedores simultaneamente.
Esse modelo pode ampliar a robustez da proteção, mas traz desafios de integração, consistência de desempenho e gestão de dados que ajudam a explicar a busca por soluções de orquestração.
“As organizações estão no processo de migrar da experimentação com biometria para a operacionalização em escala corporativa”, disse Jeremiah Mason, chefe de produto da Aware, no relatório. “Essa mudança reflete um reconhecimento mais amplo de que identidade é parte central tanto da segurança quanto da experiência do cliente.”
O estudo também aponta uma contradição relevante no campo da privacidade. Os principais receios das empresas brasileiras incluem vazamento e segurança de dados (54,7%), uso indevido de informações pessoais (54,7%) e confiabilidade da tecnologia (54%). Ao mesmo tempo, 100% das organizações brasileiras afirmam confiar em suas próprias estratégias de armazenamento de dados biométricos.
Globalmente, o padrão se repete: 57,2% expressam preocupação com violações de segurança, enquanto 99% dizem confiar nos sistemas internos da própria organização. Essa assimetria entre o risco percebido no ecossistema e a confiança nas práticas internas é um dos dados mais reveladores do relatório.
🔍 O que é orquestração biométrica: é uma camada tecnológica que integra e coordena múltiplos sistemas de biometria, permitindo que organizações gerenciem diferentes fornecedores, automatizem decisões de autenticação e respondam com mais agilidade a ataques. Em vez de operar cada sistema isoladamente, a orquestração cria uma arquitetura unificada de verificação de identidade.
“A identidade não é mais definida pelo que alguém sabe ou carrega, mas por quem essa pessoa é. À medida que a biometria assume papel central na segurança, proteger essa identidade passa a ser primordial”, afirmou Ajay Amlani, CEO e presidente da Aware, no relatório. “O futuro da biometria precisa ser construído sobre tecnologias que preservem a privacidade e garantam que os indivíduos permaneçam no controle.”
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