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Brasil será a ‘Arábia Saudita do biocombustível’ e exportador de tecnologia para descarbonização global, diz presidente na Alemanha
Publicado 21/04/2026 • 08:57 | Atualizado há 7 horas
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Publicado 21/04/2026 • 08:57 | Atualizado há 7 horas
KEY POINTS
Planalto / Ricardo Stuckert
Brasil se apresenta como potência em energia limpa e propõe parceria com Alemanha em biocombustíveis e descarbonização industrial
“O Brasil está se preparando para ser a Arábia Saudita do biocombustível.” A frase é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dita nesta terça-feira (21) à imprensa brasileira durante a Hannover Messe 2026, na Alemanha, um dia após o biodiesel brasileiro ser demonstrado ao vivo em um caminhão da Mercedes-Benz no pavilhão brasileiro da maior feira industrial do mundo.
Lula foi além dos resultados do teste e destacou o Brasil como potência global na transição energética. “Nós conseguimos provar aqui na Alemanha, num caminhão feito na Alemanha, com técnico da Alemanha, que o nosso biocombustível é o combustível mais extraordinário do mundo porque emite da roda ao volante 90% menos de CO2”, afirmou o presidente.
A redução, segundo Lula, varia entre 67% e 90% nas emissões de CO2. O teste envolveu o BeVant, produto da empresa brasileira Be8, cujos resultados foram auditados pela SGS, empresa suíça de inspeção e certificação.
Leia também: Na Alemanha, Lula e Be8 apresentam biocombustível brasileiro que reduz 99% das emissões de carbono
Lula destacou que o Brasil já atingiu 53% de participação de fontes renováveis em sua matriz energética em 2026.
“Na COP30, a União Europeia estava festejando a ideia de que em 2050 eles vão ter 40% da energia renovável. O que a Europa está propondo alcançar em 2050, nós já temos mais do que eles em 2026“, disse o presidente.
O presidente reforçou a posição de que o país não é só um consumidor de energia limpa, mas fornecedor de tecnologia e de soluções para a descarbonização global.
Lula também respondeu às críticas de que a expansão do biocombustível competiria com a produção de alimentos. O presidente citou os 40 milhões de hectares de terras degradadas em processo de recuperação no Brasil como resposta direta ao argumento.
“Nós não vamos ocupar a terra que nós plantamos para plantar verduras. O que vai acontecer é que nós temos terra para todas as coisas”, afirmou.
Sobre o petróleo, o presidente reconheceu a resistência do setor fóssil e fez uma comparação direta com a indústria do tabaco. “Eu já tinha alertado a OPEP há dois anos do que vai acontecer com o petróleo e o que aconteceu com o cigarro. Hoje tem muito menos gente fumando”, disse.
O presidente frisou que o Brasil não pretende abandonar o petróleo, mas insistiu na necessidade de mostrar alternativas. “Quem está falando isso para você é o presidente de um país que tem uma das mais importantes empresas de petróleo do mundo, a Petrobras. E nem por isso a gente vai deixar de mostrar que nós temos alternativas, porque o que nós queremos é descarbonizar o mundo.”
Na mesma entrevista, ele falou de distribuidoras de combustíveis estão sendo investigadas por reajustes considerados abusivos em meio à guerra no Oriente Médio.
“Algumas distribuidoras que estão aumentando o preço de forma irresponsável, nós estamos investigando”, afirmou. A apuração envolve a Agência Nacional do Petróleo, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União. “Para que a gente possa punir quem está abusando de preço no Brasil por causa da guerra.”
Lula disse ainda que buscará parcerias com governos estaduais para proteger o consumidor. “Vamos tentar construir parcerias com os governos estaduais para que a gente não permita que o preço advindo da guerra irresponsável não chegue ao bolso do povo.”
Lula encerrou sua passagem pela feira com um balanço positivo das reuniões com o governo alemão. “Acho que vai ser muito forte o entrosamento Brasil-Alemanha”, disse o presidente.
A aproximação tem como pano de fundo o início da implantação do Acordo Mercosul-União Europeia. “A Alemanha está interessada no Brasil, o Brasil está interessado na Alemanha, nós poderemos compartilhar uma unidade muito mais forte do que fizemos até agora, sobretudo agora com o começo da implantação do Acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou .
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