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Caso BRB pode levar contribuinte a pagar conta bilionária

Publicado 16/04/2026 • 20:40 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Professor da UnB afirma que rombo de R$ 8 bilhões no BRB deverá ser coberto pelo Governo do Distrito Federal, com impacto potencial sobre impostos e gastos públicos.
  • Economista descarta risco de crise bancária sistêmica no país, mas alerta que o BRB pode quebrar se não houver rápida capitalização estatal.
  • Oreiro também critica atuação do Banco Central e defende revisão profunda das regras de regulação do sistema financeiro brasileiro.

A crise envolvendo o BRB e as fraudes investigadas no Banco Master deve resultar em uma conta bilionária para os contribuintes do Distrito Federal, segundo avaliação do economista José Luis da Costa Oreiro, professor da UnB e doutor em Economia da Indústria e da Tecnologia.

Em entrevista ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (16), Oreiro afirmou que o problema começou quando o BRB adquiriu, no ano passado, uma carteira de empréstimos consignados do Banco Master no valor de R$ 12 bilhões.

Segundo ele, o ativo comprado não tinha valor real. “O BRB comprou um pastel de vento”, afirmou o economista, ao classificar a operação como altamente danosa para o banco público.

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Oreiro explicou que, antes da transação, o BRB possuía capital próprio de cerca de R$ 4 bilhões. Como comprou um ativo de R$ 12 bilhões que “não vale absolutamente nada”, o banco teria acumulado prejuízo suficiente para gerar um passivo descoberto de R$ 8 bilhões.

Conta ficará com o contribuinte

Na avaliação do professor, a única saída para evitar o colapso da instituição é uma capitalização imediata por parte do controlador do banco, o Governo do Distrito Federal (GDF).

O acionista controlador vai ter que capitalizar o banco em R$ 8 bilhões”, disse.

Oreiro afirmou que, na prática, essa conta será transferida à população do DF. “Nós vamos ter que pagar essa conta na forma de impostos mais altos”, declarou.

Segundo ele, o governo distrital poderá elevar tributos como IPTU e IPVA, além de remanejar recursos de outras áreas essenciais.

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“Vai ter que tirar dinheiro da saúde, da educação, das obras de infraestrutura e do investimento público”, alertou.

Sem risco sistêmico, mas BRB pode quebrar

Apesar da gravidade do caso, Oreiro descartou risco de contaminação do sistema bancário nacional.

Para ele, os grandes bancos brasileiros seguem sólidos e sem exposição relevante ao Banco Master.

Não há risco de crise bancária sistêmica”, afirmou, citando instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco e Santander.

No entanto, ele fez um alerta direto sobre o futuro do BRB.

Se o governo do Distrito Federal não fizer o aporte de R$ 8 bilhões, é possível que o BRB vá à falência”, disse.

Críticas ao Banco Central

O economista também responsabilizou o Banco Central por falhas regulatórias no caso.

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Segundo Oreiro, a autoridade monetária demorou a agir diante de sinais de problemas no Banco Master que já eram públicos desde outubro de 2024.

Ele citou reportagem da revista Piauí que, segundo ele, já apontava que o modelo de negócios da instituição era no mínimo temerário.

“A realidade se tornou ainda pior do que eu pensava, porque não era só gestão temerária, era gestão fraudulenta”, afirmou.

Revisão ampla das regras financeiras

Para Oreiro, o episódio mostra a necessidade de uma reforma profunda na supervisão bancária brasileira.

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Ele argumenta que as regras atuais podem estar defasadas diante das transformações recentes do setor financeiro.

O professor também criticou a expansão de estruturas que chamou de “instituições financeiras exóticas”, surgidas nos últimos anos, como fintechs e plataformas de investimento.

Na avaliação dele, houve abertura acelerada do mercado sem atualização adequada da legislação.

O Banco Central do Brasil precisa passar por uma revisão bastante extensa, profunda, séria e detalhada da regulação do sistema financeiro”, concluiu.

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