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Lululemon nomeia Heidi O’Neill, ex-Nike, como nova CEO

Publicado 22/04/2026 • 18:49 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A Lululemon anunciou na quarta-feira que escolheu a ex-executiva da Nike, Heidi O’Neill, como sua nova CEO.
  • Ela assume o cargo em meio a um cenário de vendas mais fracas, aumento da concorrência e uma disputa por procurações (proxy battle).
  • O’Neill assumirá a função no início de setembro.
Lululemon.

Pixabay

A Lululemon anunciou na quarta-feira Heidi O’Neill como nova CEO da empresa de roupas esportivas com início previsto para 8 de setembro.

A notícia vem após mais de um ano de desempenho decepcionante da companhia e em meio a uma disputa acirrada por procurações, na qual o fundador Chip Wilson tem feito críticas ao negócio.

As ações da empresa caíram mais de 5% no after hours.

O’Neill ocupou diversos cargos na Nike, onde ajudou a impulsionar o crescimento da gigante do vestuário esportivo. Ela também passou pela Levi Strauss, Hyatt Hotels e Spotify.

“Heidi é uma líder inspiradora e uma estrategista de marca com foco no consumidor, com uma capacidade rara de imaginar um novo futuro para uma marca e de construir a estrutura e os processos necessários para transformar essa visão em realidade”, disse Marti Morfitt, presidente executiva do conselho da empresa, em comunicado. “Escolhemos Heidi pela amplitude da sua experiência, pelo histórico comprovado na execução de ideias e iniciativas inovadoras em larga escala e pela sua capacidade de atuar como agente de transformação e crescimento com profundo conhecimento do setor.”

Em comunicado, O’Neill afirmou que pretende se concentrar em fortalecer a base da empresa e destravar o crescimento nos mercados globais. Ela começará com um salário base de US$ 1,4 milhão (R$ 6,9 milhões), segundo um documento 8-K.

“Estou honrada com essa oportunidade e muito energizada pelo que a equipe já vem construindo”, disse. “Estou ansiosa para me juntar à empresa e ajudar a definir e entregar o próximo capítulo de sucesso da organização.”

A Lululemon vem enfrentando dificuldades com vendas mais fracas e aumento da concorrência, além de custos crescentes com tarifas. No seu último resultado, a varejista afirmou que espera que as tarifas custem cerca de US$ 380 milhões (R$ 1,8 bilhão) neste ano.

Wilson, maior acionista da Lululemon, também tem aumentado a pressão pública por mudanças no conselho de administração. Ele não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a nomeação.

Em comunicado, Neil Saunders, diretor-gerente da GlobalData, disse que O’Neill tem “um histórico muito forte no setor de roupas esportivas e esportes” e “um conhecimento profundo de como a indústria funciona”.

“Alguns, principalmente investidores ativistas, vão ver a escolha de O’Neill como relativamente segura e tradicional”, disse Saunders. “Esse argumento faz algum sentido, já que a Lululemon precisa de mudanças culturais importantes para melhorar seu desempenho. Ainda assim, acreditamos que O’Neill é uma pessoa independente que deve trazer uma agenda de mudanças.”

Durante seu período na Nike, O’Neill teve um papel importante na estratégia de venda direta ao consumidor da empresa, que reduziu parcerias com atacadistas em favor de seus próprios canais, como site e lojas, sob o ex-CEO John Donahoe. Quando o atual CEO Elliott Hill assumiu, ele passou a reverter essa estratégia.

Antes de deixar a Nike, O’Neill também liderou áreas de produto e inovação num momento em que a marca era criticada por ficar para trás em novos lançamentos e por depender demais de franquias antigas de lifestyle, como Dunks, Air Force 1 e Air Jordans. Apesar de terem impulsionado as vendas e levado a Nike a superar a marca de US$ 50 bilhões (R$ 249 bilhões), esses produtos acabaram se tornando onipresentes e, para alguns consumidores, “fora de moda”.

Agora, Hill ainda trabalha para reverter essa estratégia e reduzir a presença dessas franquias, o que impactou as margens da Nike e levou a uma queda nas vendas online.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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