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Meta monitora digitação de funcionários do Google, LinkedIn e Wikipedia para treinamento de IA
Publicado 22/04/2026 • 21:32 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 22/04/2026 • 21:32 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
FotoField/Shutterstock
Google, LinkedIn e Wikipedia estão entre centenas de sites e aplicativos cujos funcionários tem seus cliques no mouse e toques no teclado monitorados pela Meta, como parte de um projeto para treinar seus modelos de inteligência artificial, segundo mensagens internas obtidas pela CNBC.
Uma nova ferramenta de monitoramento, chamada Model Capability Initiative (MCI), permite à empresa de Mark Zuckerberg observar e coletar dados das ações dos funcionários em seus computadores de trabalho. A lista de sites monitorados, que também inclui o GitHub, o Slack e serviços da Atlassian, não havia sido divulgada anteriormente.
Produtos da própria Meta, como Threads e Manus, também aparecem na lista, que ainda está em revisão e já incluiu aplicativos de IA como o ChatGPT e o Claude.
A lista de serviços monitorados pela MCI circulou amplamente dentro da empresa e foi debatida em fóruns internos após um integrante da Meta Superintelligence Labs (MSL) enviar um memorando para tentar reduzir preocupações sobre vigilância e privacidade. A CNBC teve acesso ao documento.
O projeto de coleta de dados está ligado ao esforço do CEO Mark Zuckerberg para acelerar o desenvolvimento de IA generativa, área na qual a empresa tem ficado atrás de concorrentes como OpenAI, Anthropic e a própria Google. Para reduzir essa diferença, Zuckerberg intensificou os investimentos no setor e recrutou Alexandr Wang, da Scale AI, para liderar o desenvolvimento de novos modelos.
No início deste mês, a Meta apresentou seu primeiro grande modelo de IA desde a contratação de Wang, chamado Muse Spark, que marca a estreia da série Muse, desenvolvida pela MSL.
Assim como outras gigantes de tecnologia, a Meta tem apostado em agentes de IA capazes de executar tarefas de escritório e programação, tradicionalmente realizadas por trabalhadores administrativos.
Um porta-voz da empresa confirmou o projeto, mas não comentou a lista de sites monitorados. Segundo ele, os modelos precisam de exemplos reais de como as pessoas utilizam computadores — incluindo movimentos de mouse, cliques e navegação em menus — para serem treinados. A empresa afirma que existem salvaguardas para proteger conteúdos sensíveis e que os dados não serão usados para outras finalidades.
Apesar disso, funcionários classificaram internamente o projeto como “distópico”. Há também preocupações de que a ferramenta possa expor dados sensíveis, como senhas, informações sobre novos produtos e dados pessoais relacionados à saúde, imigração ou familiares.
No memorando, um integrante da MSL afirmou que, para ensinar os modelos a utilizar computadores, é necessário um conjunto de dados “amplo e imparcial” que reflita o uso real dos dispositivos corporativos. O documento também afirma que a ferramenta capturará o conteúdo exibido na tela, mas não acessará arquivos ou anexos diretamente.
Funcionários que ainda tenham preocupações foram orientados a evitar o uso de computadores corporativos para atividades pessoais, de forma a controlar quais informações aparecem na tela.
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