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Petróleo Brent avança quase 2%, negociado a US$ 103, em meio a impasse entre EUA e Irã

Publicado 23/04/2026 • 07:43 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Brent opera em alta de quase 2% a US$ 103 com tensão no Estreito de Ormuz
  • Irã mantém restrições à navegação no Estreito de Ormuz e começa a cobrar pedágios de embarcações
  • Pentágono nega estimativa de seis meses para desminagem do Estreito de Ormuz
Petroleira e barris de petróleo Brent

Foto: Freepik

Brent

O contrato futuro do petróleo Brent com vencimento em junho de 2026 opera em alta de quase 2%, negociado a US$ 103, pressionado pela continuidade do impasse entre Estados Unidos e Irã em torno do Estreito de Ormuz.

A rota, responsável em tempos normais por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo e gás, segue com restrições severas à navegação. Teerã mantém o estreito fechado para a maior parte das embarcações e afirma que só vai rever a posição quando Washington encerrar o bloqueio naval aos portos iranianos.

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O porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã em uma primeira rodada de negociações, deixou a posição do país clara. Segundo ele, a reabertura do estreito não é possível enquanto o cessar-fogo for violado por um bloqueio naval.

Um assessor de Ghalibaf informou que o Irã já recebeu as primeiras receitas provenientes dos pedágios cobrados de navios autorizados a cruzar Ormuz.

🔍 Por que o Brent importa para o Brasil? O petróleo Brent é a principal referência global de preços para o petróleo cru. No Brasil, ele influencia diretamente o valor dos combustíveis nas refinarias, o resultado financeiro da Petrobras e a balança comercial do país, que figura entre os maiores exportadores de petróleo do mundo.

Pentágono rejeita estimativa de desminagem

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos negou, por meio de seu porta-voz, Sean Parnell, informação publicada pelo Washington Post de que o Pentágono teria avaliado que a desminagem completa do Estreito de Ormuz poderia levar até seis meses.

Segundo o jornal, a estimativa teria sido apresentada em uma sessão classificada para membros do Comitê de Forças Armadas da Câmara dos Representantes. Parnell classificou a reportagem como desonesta e afirmou que as informações divulgadas eram falsas e retiradas de contexto.

Economia global sob pressão

Os efeitos do impasse já se fazem sentir além dos mercados de energia. O índice S&P Global PMI mostrou contração da atividade empresarial na zona do euro pela primeira vez em 16 meses. Companhias aéreas seguem cancelando voos por restrições de abastecimento, e as perspectivas para as negociações de paz permanecem incertas.

O presidente Donald Trump anunciou um cessar-fogo por tempo indeterminado para abrir espaço a conversas mediadas pelo Paquistão, mas o bloqueio naval segue sem solução e mantém os mercados em alerta.

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