Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Negócios em Jogo: Brasil desperdiça potencial bilionário com maratonas e turismo esportivo, diz Cacá Bueno
Publicado 23/04/2026 • 11:49 | Atualizado há 3 horas
Ações europeias caem; papéis da Nokia e da L’Oréal disparam após resultados acima do esperado
Microsoft avaliou comprar Cursor antes de acordo da SpaceX
Nvidia apoia rodada bilionária da Vast Data, avaliada em R$ 149,7 bilhões
Meta monitora digitação de funcionários do Google, LinkedIn e Wikipedia para treinamento de IA
EXCLUSIVO CNBC: Diferencial da IA nos negócios será a confiança, não o acesso à tecnologia, diz CEO do DBS
Publicado 23/04/2026 • 11:49 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O piloto e empresário e comentarista Cacá Bueno, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, afirmou que o Brasil está deixando escapar uma oportunidade bilionária ao não transformar suas principais maratonas em grandes plataformas internacionais de turismo esportivo. Em sua participação no quadro “Negócios em Jogo”, nesta quinta-feira (23), ele destacou que o país reúne demanda interna, estrutura e vocação para eventos de massa, mas ainda aparece distante das principais provas globais.
Segundo ele, o crescimento da corrida de rua no país mostra que existe mercado consumidor sólido. “São 15 milhões de brasileiros praticando corrida de rua. É a quarta atividade física mais praticada no Brasil”, ressaltou. O número, de acordo com Cacá, subiu de 13 milhões para 15 milhões em apenas um ano, evidenciando a aceleração do setor.
Para ilustrar o tamanho dessa indústria, Cacá citou a Maratona de Nova York, uma das mais famosas do mundo. “A Maratona de Nova York tem um impacto de mais de R$ 1 bilhão na cidade”, destacou. Segundo ele, o efeito econômico vai muito além das inscrições e envolve hotéis lotados, restaurantes cheios, comércio aquecido e fluxo turístico internacional.
Leia também: Fundos soberanos usam clubes como ferramenta global; Brasil ainda está fora desse jogo, diz Cacá Bueno
Na avaliação do comentarista, o Brasil tem condições de disputar esse mercado com força maior. Ele citou a Maratona do Rio de Janeiro como principal prova nacional, seguida por eventos em São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Vitória. Ainda assim, lembrou que a corrida carioca não aparece entre as 100 maiores maratonas do planeta.
“Temos o maior Carnaval do mundo, etapas de Fórmula 1, NBA, NFL, grandes shows de música, mas nossas maratonas ainda não estão entre as principais”, apontou.
Para Cacá, o avanço desse segmento também se conecta ao mercado de wellness, conceito que une saúde, atividade física, alimentação equilibrada e qualidade de vida. Segundo ele, o corredor tende a ampliar o consumo em várias frentes após entrar nesse universo.
“Quem começa a correr passa a se preocupar com o tênis que está usando, com a alimentação, com o corpo. Não é só turismo, tem todo um ecossistema de saúde e wellness”, explicou.
Leia também: Negócios em Jogo: Flag football ganha força global e vira aposta da NFL para crescer no Brasil, avalia Cacá Bueno
Ele também observou mudança no perfil do praticante. Segundo Cacá, houve forte crescimento entre jovens e pessoas da classe C, tornando a corrida de rua mais acessível e popular no Brasil.
Mesmo com esse avanço interno, o empresário considera que o país perde espaço no turismo esportivo internacional. “No último ano, pelo menos 8 mil brasileiros viajaram para fora do país para correr maratonas. Nova York recebeu 8 mil brasileiros, além de argentinos, colombianos, ingleses, italianos e chineses”, frisou.
Para ele, esse fluxo mostra que existe demanda reprimida por experiências semelhantes em território nacional.
Na visão de Cacá, cidades brasileiras poderiam seguir o modelo internacional e posicionar provas em períodos de menor movimento turístico, ajudando a ocupar hotéis e restaurantes fora da alta temporada.
Leia também: Negócios em Jogo: Caca Bueno vê crescimento do futebol feminino e oportunidades de investimento
“Muitas maratonas acontecem fora do calendário oficial de férias porque o objetivo é lotar a rede hoteleira e restaurantes em uma semana que tradicionalmente não teria muita coisa”, lembrou.
Ele citou o exemplo de Boston, cuja maratona ocorre em abril, enquanto no Brasil muitos eventos se concentram em junho e julho, aproveitando férias escolares.
Questionado sobre custos, Cacá reconheceu que participar das grandes maratonas internacionais exige planejamento financeiro. “Para ir a Nova York, o gasto passa facilmente de R$ 10 mil a R$ 15 mil, indo de classe econômica e dividindo quarto”, afirmou.
Segundo ele, apenas a inscrição para a prova de Nova York custa entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil. Em Tóquio, varia entre R$ 500 e R$ 800, enquanto Boston gira em torno de R$ 1,2 mil.
Mesmo assim, Cacá acredita que a demanda seguirá forte. “Existe conversa sobre bolha, mas acho que é muito mais sobre experiências. Corrida de rua não é nicho”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Escassez de mão de obra no Brasil eleva salários e dificulta retenção no setor de serviços
3
Flórida abre investigação criminal sobre ChatGPT após tiroteio fatal em universidade
4
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões
5
Petrobras avalia acordo que pode mudar o controle da Braskem; entenda