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Negócios em Jogo: Brasil desperdiça potencial bilionário com maratonas e turismo esportivo, diz Cacá Bueno

Publicado 23/04/2026 • 11:49 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Cacá Bueno afirmou que o Brasil ainda aproveita pouco o boom global das maratonas, apesar de reunir 15 milhões de corredores e crescente interesse por esporte e bem-estar.
  • Segundo o empresário, provas como a de Nova York movimentam mais de R$ 1 bilhão, enquanto cidades brasileiras seguem fora do topo mundial desse mercado.
  • Para o notável do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, o país precisa vender corridas como plataformas de turismo, negócios e experiências para atrair estrangeiros.

O piloto e empresário e comentarista Cacá Bueno, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, afirmou que o Brasil está deixando escapar uma oportunidade bilionária ao não transformar suas principais maratonas em grandes plataformas internacionais de turismo esportivo. Em sua participação no quadro “Negócios em Jogo”, nesta quinta-feira (23), ele destacou que o país reúne demanda interna, estrutura e vocação para eventos de massa, mas ainda aparece distante das principais provas globais.

Segundo ele, o crescimento da corrida de rua no país mostra que existe mercado consumidor sólido. “São 15 milhões de brasileiros praticando corrida de rua. É a quarta atividade física mais praticada no Brasil”, ressaltou. O número, de acordo com Cacá, subiu de 13 milhões para 15 milhões em apenas um ano, evidenciando a aceleração do setor.

Maratonas movimentam cidades e atraem turismo global

Para ilustrar o tamanho dessa indústria, Cacá citou a Maratona de Nova York, uma das mais famosas do mundo. “A Maratona de Nova York tem um impacto de mais de R$ 1 bilhão na cidade”, destacou. Segundo ele, o efeito econômico vai muito além das inscrições e envolve hotéis lotados, restaurantes cheios, comércio aquecido e fluxo turístico internacional.

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Na avaliação do comentarista, o Brasil tem condições de disputar esse mercado com força maior. Ele citou a Maratona do Rio de Janeiro como principal prova nacional, seguida por eventos em São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Vitória. Ainda assim, lembrou que a corrida carioca não aparece entre as 100 maiores maratonas do planeta.

“Temos o maior Carnaval do mundo, etapas de Fórmula 1, NBA, NFL, grandes shows de música, mas nossas maratonas ainda não estão entre as principais”, apontou.

Para Cacá, o avanço desse segmento também se conecta ao mercado de wellness, conceito que une saúde, atividade física, alimentação equilibrada e qualidade de vida. Segundo ele, o corredor tende a ampliar o consumo em várias frentes após entrar nesse universo.

Corrida impulsiona consumo e cria novo estilo de vida

“Quem começa a correr passa a se preocupar com o tênis que está usando, com a alimentação, com o corpo. Não é só turismo, tem todo um ecossistema de saúde e wellness”, explicou.

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Ele também observou mudança no perfil do praticante. Segundo Cacá, houve forte crescimento entre jovens e pessoas da classe C, tornando a corrida de rua mais acessível e popular no Brasil.

Mesmo com esse avanço interno, o empresário considera que o país perde espaço no turismo esportivo internacional. “No último ano, pelo menos 8 mil brasileiros viajaram para fora do país para correr maratonas. Nova York recebeu 8 mil brasileiros, além de argentinos, colombianos, ingleses, italianos e chineses”, frisou.

Para ele, esse fluxo mostra que existe demanda reprimida por experiências semelhantes em território nacional.

Brasil pode usar calendário para lotar cidades

Na visão de Cacá, cidades brasileiras poderiam seguir o modelo internacional e posicionar provas em períodos de menor movimento turístico, ajudando a ocupar hotéis e restaurantes fora da alta temporada.

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“Muitas maratonas acontecem fora do calendário oficial de férias porque o objetivo é lotar a rede hoteleira e restaurantes em uma semana que tradicionalmente não teria muita coisa”, lembrou.

Ele citou o exemplo de Boston, cuja maratona ocorre em abril, enquanto no Brasil muitos eventos se concentram em junho e julho, aproveitando férias escolares.

Provas famosas exigem alto investimento

Questionado sobre custos, Cacá reconheceu que participar das grandes maratonas internacionais exige planejamento financeiro. “Para ir a Nova York, o gasto passa facilmente de R$ 10 mil a R$ 15 mil, indo de classe econômica e dividindo quarto”, afirmou.

Segundo ele, apenas a inscrição para a prova de Nova York custa entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil. Em Tóquio, varia entre R$ 500 e R$ 800, enquanto Boston gira em torno de R$ 1,2 mil.

Mesmo assim, Cacá acredita que a demanda seguirá forte. “Existe conversa sobre bolha, mas acho que é muito mais sobre experiências. Corrida de rua não é nicho”, concluiu.

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