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Por André Amadeus
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Publicado 18/04/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução / Instagram
Há conquistas que ultrapassam o resultado e ficam registradas na memória do esporte. A vitória da Seleção Brasileira masculina de basquete sobre os Estados Unidos, na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, é uma delas. No centro daquela conquista estava Oscar Schmidt, o Mão Santa, falecido na última sexta-feira (17), aos 68 anos.
No dia 23 de agosto de 1987, a Market Square Arena estava lotada. Mais de 16 mil pessoas esperavam assistir a uma demonstração de força dos donos da casa. Os americanos eram considerados praticamente invencíveis, mesmo sem contar com as estrelas da NBA, o que só aconteceria anos mais tarde com o “Dream Team”.
O resultado foi outro. Liderado por Oscar Schmidt e Marcel, o Brasil travou uma disputa equilibrada e virou no segundo tempo. Quando faltavam seis minutos para o fim, o time igualou o placar, abriu quatro pontos e administrou a vantagem até o final. Placar: Brasil 120, Estados Unidos 115.
A três segundos do apito final, Oscar se jogou no chão. No pódio, os jogadores brasileiros cantavam e agitavam a bandeira, enquanto os rivais americanos amargavam a derrota. Anos depois, ao escrever para o Estadão na comemoração de uma década da conquista, o atleta foi direto: “Foi a maior emoção da minha carreira.”
A morte de Oscar Schmidt, confirmada por sua assessoria nesta sexta-feira, encerra a trajetória de um dos maiores atletas que o Brasil já produziu.
Internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal, ele não resistiu. Tinha 68 anos e, segundo nota oficial divulgada pela família, enfrentava há mais de 15 anos uma batalha contra um tumor cerebral.
A família informou que a despedida será reservada, restrita aos familiares. Em nota, destacou que o atleta “deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.”
Com informações de Estadão Acervo.
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