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Crise no Botafogo mostra que SAF não corrige gestão ruim, diz especialista
Publicado 24/04/2026 • 20:27 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 24/04/2026 • 20:27 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A crise da SAF do Botafogo mostra que a transformação de clubes em empresas não elimina riscos de má gestão. É o que afirma Mozar Carvalho, advogado especialista em direito esportivo, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O clube enfrenta um processo de recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 25 bilhões e viu John Textor ser afastado do comando por decisão de um juízo arbitral. Para Carvalho, o caso evidencia que a qualidade da administração continua sendo decisiva, mesmo em estruturas empresariais.
“A controladora, através do John Textor, contratou demais e não teve os investimentos aguardados. Houve salários muito altos de vários jogadores e a entrada de dinheiro foi menor do que se esperava”, disse.
Leia também: Do prejuízo ao afastamento: a linha do tempo da crise do Botafogo até a recuperação judicial
Segundo o advogado, o desequilíbrio ocorre quando a dívida supera a capacidade patrimonial e financeira da operação. Nesse cenário, afirmou, a recuperação judicial passa a ser uma saída prevista em lei para tentar preservar a atividade.
“Quando o patrimônio líquido não alcança as dívidas, a saída prevista na Lei 11.101 de 2005 é a recuperação judicial para manter o negócio funcionando”, afirmou.
Carvalho também comentou o afastamento de Textor da gestão da SAF. Para ele, a medida busca reduzir potenciais conflitos de interesse durante a reestruturação.
“É normal que, uma vez pedida a recuperação judicial, a justiça ou o juízo arbitral entenda pelo afastamento do administrador para evitar conflitos de interesses e impedir que ele se beneficie da situação”, disse.
O Botafogo contestou a decisão, o que, segundo o especialista, deve prolongar a discussão no campo jurídico. “Isso ainda vai gerar bons debates jurídicos no tribunal da FGV”, afirmou.
Na avaliação de Carvalho, a crise não deve ser atribuída diretamente à legislação que criou a Sociedade Anônima do Futebol. O problema, segundo ele, está nas decisões tomadas por quem administra o clube.
“Eu não imagino uma situação de aprimorar o modelo da SAF, pois a lei já é bem delimitada”, disse. “O que ocorre são desmandos de quem administra, como decisões sobre investimentos e patamares salariais.”
Para o advogado, a figura do investidor não garante, por si só, uma gestão eficiente. “O administrador é quem tem o mando e, se ele falha, o investidor que era a solução acaba se tornando o problema”, afirmou.
Leia também: Crise no Botafogo expõe falhas no modelo de SAF, diz especialista
Apesar da crise, Carvalho avalia que o Botafogo ainda tem ativos capazes de atrair interessados, como a torcida, o estádio e os títulos recentes. Para ele, a recuperação judicial pode ser usada como instrumento de reorganização da SAF.
“A situação é complicada, mas o clube tem grandes trunfos como a torcida, o estádio e títulos recentes”, disse.
O advogado afirmou ainda que uma alternativa possível seria a entrada de um novo grupo investidor no comando da SAF. “A recuperação judicial pode ser utilizada para fazer o time ser grande de novo, possivelmente buscando a venda para um novo grupo investidor, seguindo exemplos de superação que já vimos no mercado esportivo brasileiro”, afirmou.
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