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No quarto trimestre, PIB do Japão cresce abaixo do previsto
Publicado 11/03/2025 • 09:03 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/03/2025 • 09:03 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Colton Jones/Unsplash
Banco do Japão mantém juros em 0,5% e anuncia venda de ETFs acumulados.
A economia do Japão cresceu 2,2% em termos anualizados no quarto trimestre, um ritmo mais lento do que o inicialmente reportado, complicando o argumento do banco central para um aumento iminente das taxas de juros, em meio à persistência de uma demanda doméstica fraca.
Os dados revisados vieram abaixo da previsão mediana dos economistas e da estimativa inicial de 2,8% de crescimento.
Em relação ao trimestre anterior, o PIB cresceu 0,6%, comparado aos 0,7% divulgados nos dados preliminares no mês passado, conforme mostrou a revisão do Escritório do Gabinete nesta terça-feira (11).
Segundo a Reuters, o Banco do Japão (BOJ) deve manter sua taxa de juros inalterada na próxima reunião de política monetária, marcada para os dias 18 e 19 de março.
No entanto, o conselho pode discutir um novo aumento já em maio, devido a preocupações com a pressão inflacionária causada pelo crescimento dos salários e pela persistência do aumento dos preços dos alimentos.
Em meio a uma queda mais ampla dos mercados, o índice japonês Nikkei 225 caiu mais de 2%. O iene japonês se valorizou 0,32%, sendo negociado a 146,77 por dólar. Os títulos do governo de 10 anos subiram, com os rendimentos recuando 3,7 pontos-base, para 1,538%.
No ano passado, o banco central buscou normalizar sua política monetária ultrafrouxa e elevou a taxa de juros de curto prazo em um quarto de ponto percentual, para 0,5%, em janeiro, o nível mais alto desde a crise financeira global de 2008.
Ainda assim, os últimos dados do PIB mostram uma melhora em relação ao trimestre anterior, quando a economia cresceu 1,2% em termos anualizados.
Isso “apoia a visão de que as taxas de juros enfrentarão maior pressão de alta à medida que a política monetária se torna mais restritiva”, disse Sonal Desai, diretor de investimentos da Franklin Templeton Fixed Income, em nota a clientes.
“O BOJ provavelmente aumentará os juros pelo menos mais duas vezes este ano, mas estamos inclinados a três”, afirmou Desai, prevendo que a taxa final “ficará bem acima de 1%”.
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, e outros membros do conselho sinalizaram novos aumentos de juros caso a inflação se mantenha de forma duradoura próxima da meta de 2%.
Os rendimentos dos títulos do governo japonês de 10 anos atingiram recentemente seu nível mais alto desde outubro de 2008, em meio à inflação persistente, à venda global de títulos e aos comentários do banco central indicando que continuará reduzindo suas compras de títulos do governo japonês.
A inflação geral do Japão permaneceu acima da meta de 2% do BOJ por 34 meses consecutivos, com o dado mais recente de janeiro atingindo um recorde de dois anos, de 4%. A chamada inflação “core-core”, que exclui alimentos frescos e energia, sendo acompanhada de perto pelo BOJ, subiu ligeiramente para 2,5% em janeiro, seu nível mais alto desde março de 2024.
Dados separados do Ministério de Assuntos Internos, divulgados na última segunda-feira (10), mostraram que os gastos das famílias subiram 0,8% em janeiro na comparação anual, muito abaixo das expectativas de um crescimento de 3,6%, segundo uma pesquisa da Reuters.
“A inflação persistente e o crescimento fraco dos salários reais vão adiar ainda mais a recuperação do consumo doméstico”, disse Stefan Angrick, chefe de economia do Japão e mercados emergentes na Moody’s Analytics.
O investimento em capital, um indicador da demanda privada, foi revisado para um crescimento de 0,6% no trimestre outubro–dezembro, acima da estimativa preliminar de 0,5%.
O consumo privado, que representa mais da metade da economia japonesa, ficou estável na leitura revisada, em comparação com um crescimento de 0,1% na leitura inicial e um aumento de 0,7% no trimestre anterior.
“A revisão para baixo dos gastos do consumidor é um dado negativo para embasar os aumentos de juros do BOJ, mas não deve alterar significativamente a avaliação geral da economia”, disse Masato Koike, economista do SOMPO Institute Plus, em nota.
O BOJ deve divulgar na quarta-feira (12) o Índice de Preços de Bens Corporativos de janeiro, que mede os preços cobrados entre empresas. Segundo a pesquisa da Reuters, a expectativa é de uma queda de 0,1% em relação ao mês anterior, mas uma alta de 4,0% na comparação anual.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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