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Iniciativa brasileira quer engajar setor produtivo nos debates da COP30
Publicado 13/03/2025 • 19:21 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 13/03/2025 • 19:21 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Sustainable Business COP30 é lançado em evento na CNI, para mobilizar o setor privado a contribuir com estratégias sustentáveis.
Foto: Isabela Castilho/ COP30
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) anunciou a criação da Sustainable Business COP30 (SB COP30), uma iniciativa que reunirá empresas e instituições nacionais e internacionais para organizar e fortalecer a participação do setor produtivo nas discussões da COP30, que será realizada em novembro deste ano em Belém, no Pará.
O objetivo da SB COP30 é mobilizar o setor privado para contribuir com recomendações estratégicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à redução das emissões de gases de efeito estufa, consolidando um espaço de representatividade empresarial semelhante ao que já ocorre no G20 e no BRICS.
Participaram do evento de lançamento o presidente da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), o embaixador André Corrêa do Lago, o secretário extraordinário para a Conferência, Valter Correia, o governador do Pará, Helder Barbalho, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Rosa.
Alban avaliou que a COP30 representa uma grande oportunidade para o Brasil mostrar liderança na agenda climática global. Para avançar em temas como financiamento climático, descarbonização e transição energética, é essencial o engajamento do setor produtivo.
“A SB COP30 surge como um mecanismo global que visa a impulsionar compromissos sustentáveis, conectando negócios que investem na economia de baixo carbono e apresentando soluções inovadoras para os desafios climáticos”, destacou.
André Corrêa do Lago ressaltou que a Conferência será uma oportunidade única para o Brasil mostrar ao mundo seu potencial na agenda climática. “A COP30 é uma ocasião extraordinária para unir o país e mostrar a relevância do Brasil internacionalmente. Queremos que o mundo conheça os exemplos de sucesso do setor privado brasileiro no combate às mudanças climáticas”, disse.
O embaixador destacou ainda a importância de conectar as negociações climáticas com a vida real. “Precisamos mostrar que combater as mudanças climáticas é bom para os negócios e para a qualidade de vida das populações. A implementação do Acordo de Paris é crucial e o Brasil tem muito a contribuir, especialmente na bioeconomia e na transição energética”, afirmou.
Valter Correia falou sobre as ações para garantir infraestrutura para a realização da COP30, em novembro. “Já fizemos bastante coisa em Belém. O trabalho de montagem da COP30 está em pleno vigor. Apesar de todos os esforços e problemas, estamos numa situação bastante exitosa com relação à infraestrutura, embora tenhamos ainda muito problemas para resolver. Fazer a COP no coração da Amazônia tem simbolismo e importância que superam vários problemas e dificuldades e, eventualmente, a própria conjuntura geopolítca”, disse.
Representando o ministro da Casa Civil, Correia também salientou que um dos principais temas da conferência será o financiamento climático; por isso o engajamento do setor privado é imprescindível nas discussões e na implementação das decisões tomadas pelos governos nas negociações.
O governador do Pará, Helder Barbalho, enfatizou a importância da COP30 para a Amazônia e para o Brasil. “A COP30 em Belém, no coração da Amazônia, é uma oportunidade para consolidar um novo paradigma nas relações multissetoriais e multilaterais. O setor produtivo brasileiro, seja na indústria, no agronegócio, na pecuária ou na mineração, tem um papel fundamental nessa agenda”, disse.
Barbalho destacou iniciativas como a bioeconomia, o mercado de carbono e o restauro florestal como exemplos de como o Pará está liderando a transição para uma economia verde. “O Pará está à frente na implementação de novas economias baseadas na natureza, como a bioeconomia e o mercado de carbono. Estamos concessionando áreas públicas para restauro florestal, gerando empregos e atração de investimentos privados”, afirmou.
Alban reforçou o compromisso do setor produtivo com a sustentabilidade. “O setor produtivo no Brasil e nas grandes economias têm um compromisso efetivo com a sustentabilidade. Quem não quer associar sua imagem à reciclagem e ao meio ambiente? Todos. Mas, além disso, temos uma consciência muito profunda. Como representantes do setor, temos a obrigação de externar essa preocupação e esse compromisso”, afirmou.
O presidente da CNI reconheceu ainda a importância de criar um espaço formal para a participação do setor privado nas discussões climáticas, inspirado no modelo do B20, fórum empresarial do G20. “Precisamos de algo mais formal, racional e estruturado, como o B20 em relação ao G20. Daí surgiu a ideia da SB COP30, que foi endossada pelo nosso embaixador e por todos os parceiros envolvidos”, explicou.
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