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Dólar tem 6º pregão seguido de queda e fecha a R$ 5,67, com exterior e isenção do IR no radar
Publicado 18/03/2025 • 18:56 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 18/03/2025 • 18:56 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Notas de dólar.
Fed vê inflação como principal risco e ata reduz apostas de corte de juros já em setembro.
Após oscilações pela manhã, o dólar se firmou em baixa no início da tarde desta terça-feira (18), refletindo o alívio gerado pela ausência de surpresas negativas no projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) e pelo recuo da moeda norte-americana no exterior, especialmente em comparação com divisas fortes.
Com mínima de R$ 5,6565 durante a cerimônia de apresentação da reforma do IR em Brasília, o dólar encerrou o dia em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,6721 — o menor valor de fechamento desde 24 de outubro (R$ 5,6629).
Foi o sexto pregão consecutivo de desvalorização da moeda, que já acumula queda de 4,13% em março.
Para o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, o projeto de isenção do IR já estava, de certa forma, precificado nos ativos domésticos. Sem ruídos fiscais e políticos, o real ficou livre para se beneficiar do ambiente externo favorável e da taxa de juros doméstica elevada.
“O Brasil sofre menos do que outros países com as tarifas de importação dos EUA. E a China está oferecendo mais estímulos à economia”, diz Weigt. “Há um forte fluxo estrangeiro para a bolsa. Parece que o dólar pode cair ainda mais.”
Conforme já anunciado, o governo pretende isentar do IR quem recebe até R$ 5 mil por mês. Para compensar a perda de receita, estimada em R$ 27 bilhões, o projeto prevê alterações nas regras para quem recebe mais de R$ 50 mil mensais. Também está prevista a tributação de dividendos sobre valores que superem esse montante.
Tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que a proposta é neutra do ponto de vista fiscal. “Este projeto não aumentará em um centavo a carga tributária da União”, disse Lula.
Presente na cerimônia de lançamento do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a isenção do IR como uma medida justa, mas alertou que o texto deve sofrer alterações durante sua tramitação na Câmara e no Senado.
O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, vê riscos de a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês ser aprovada no Congresso sem a contrapartida do aumento de impostos sobre a alta renda, o que poderia agravar a percepção de risco fiscal.
“Mas, por enquanto, o mercado parece operar sob a tese de que não há novidades no cenário fiscal e busca ativos mais baratos. Ninguém quer ir contra o forte movimento de entrada dos estrangeiros”, afirma Borsoi.
No exterior, o índice DXY — que mede o comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes — operava em leve queda no fim da tarde, ao redor dos 103,200 pontos, após ter avançado pela manhã. As taxas dos Treasuries e as bolsas americanas recuaram.
Os investidores adotam uma postura cautelosa à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) nesta quarta-feira (19). É praticamente certo que o Fed manterá a taxa básica na faixa entre 4,25% e 4,50%. As atenções se voltam às previsões dos dirigentes para juros e inflação, no chamado gráfico de pontos, e a possíveis sinais no comunicado sobre os próximos passos da instituição.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar, também na quarta-feira, a prometida elevação de 1 ponto percentual na taxa Selic, para 14,25% ao ano. Eventuais menções sobre o impacto da desaceleração da atividade econômica e da valorização do real sobre a inflação serão analisadas com atenção, pois podem indicar um encurtamento do ciclo de aperto monetário.
O economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, afirma que o real e a bolsa brasileira se beneficiaram nos últimos dias da valorização das commodities, especialmente do minério de ferro, impulsionada pelos pacotes recém-anunciados de estímulos econômicos na China e na Europa.
“Com os mercados se ajustando, o Brasil continua sendo visto como um país subvalorizado, com ativos baratos”, diz Gala. “Na minha visão, o câmbio deveria estar abaixo de R$ 5,00. Se essa correção continuar, será um alívio para o Banco Central.”
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