Reino Unido espera escapar de tarifas de Trump
Publicado 02/04/2025 • 08:25 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 02/04/2025 • 08:25 | Atualizado há 2 dias
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Presidente Trump durante solenidade do Mês da História das Mulheres nos EUA
RS/Fotos Públicas
Em meio ao desafio de equilibrar sua relação comercial com os Estados Unidos, o Reino Unido ainda espera escapar de algumas das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. Enquanto países ao redor do mundo se preparam para a implementação de novas tarifas comerciais dos EUA e com mais taxas específicas no horizonte. Londres busca minimizar o impacto das medidas sobre suas exportações.
Nas últimas semanas, o Reino Unido tem enfatizado seu relacionamento comercial mais equilibrado com os Estados Unidos, na tentativa de obter um tratamento mais brando por parte de Trump.
O ex-presidente tem criticado os déficits comerciais dos EUA com seus principais parceiros, como Canadá, China, México e União Europeia, e já impôs ou ameaçou impor tarifas de até 25% sobre importações desses países.
Os laços comerciais entre Reino Unido e EUA são mais equilibrados: dados divulgados em fevereiro apontam para uma quase paridade entre importações e exportações de bens, além de um superávit britânico na balança de serviços.
Manter boas relações com Washington é essencial para o Reino Unido, já que os EUA foram seu maior parceiro comercial no ano até setembro de 2024, representando mais de 17% do comércio total britânico, segundo dados oficiais.
Trump já demonstrou simpatia pelo Reino Unido e gostou visivelmente de sua visita de Estado ao país. Recentemente, ele foi convidado pelo rei Charles para uma segunda visita. Além disso, o ex-presidente parece ter uma boa relação com o primeiro-ministro Keir Starmer, apesar de suas diferenças ideológicas.
Trump já reconheceu que o comércio entre os dois países não é um grande problema para ele e declarou acreditar na possibilidade de um acordo comercial.
No entanto, a promessa de Trump de impor tarifas a “todos os países” enfraqueceu as esperanças britânicas de um acordo específico com Washington antes que um pacote de tarifas setoriais e recíprocas seja anunciado pela Casa Branca nesta quarta-feira (03).
Ainda assim, há uma pequena margem de esperança, dado o histórico de Trump de oscilar entre posições mais brandas e punitivas.
O Washington Post noticiou na última terça-feira (01) que assessores da Casa Branca elaboraram uma proposta para aplicar tarifas de aproximadamente 20% sobre a maioria das importações. O jornal, citando três fontes familiarizadas com o assunto, ressaltou que ainda há várias opções sendo avaliadas, o que significa que a taxa de 20% pode não se concretizar.
Outra possibilidade em discussão é a abordagem de tarifas recíprocas por país. A CNBC entrou em contato com a Casa Branca para comentar o assunto.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou à Sky News na terça-feira que o Reino Unido está “trabalhando duro em um acordo econômico” com os EUA e que houve “rápidos avanços”, mas alertou que o processo pode levar tempo.
Apesar disso, ele reconheceu que o Reino Unido provavelmente será alvo de novas tarifas, especialmente após o anúncio de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio, além de taxas sobre “todos os carros que não são fabricados nos Estados Unidos” – esta última já entrou em vigor na quarta-feira.
“Ninguém quer ver tarifas sendo aplicadas”, disse Starmer à Sky News. “Estamos trabalhando duro em um acordo econômico, no qual avançamos rapidamente, e espero que possamos encontrar soluções rápidas”, afirmou.
“A probabilidade é que haja tarifas. Ninguém quer isso. Estamos trabalhando de forma acelerada com os setores mais impactados. Ninguém quer uma guerra comercial. Mas eu tenho que agir no interesse nacional, e isso significa que todas as opções precisam permanecer sobre a mesa”, acrescentou.
O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, garantiu à BBC na terça-feira que as negociações com o governo Trump colocam o país na “melhor posição possível entre todas as nações” para reverter tarifas comerciais.
Ainda não está claro quais medidas exatas serão anunciadas na quarta-feira, segundo economistas.
“Sobre o anúncio de tarifas, ainda não sabemos quais países serão afetados e quais serão as alíquotas. É justo dizer que a administração pode não ter um plano final definido até o momento”, afirmaram estrategistas do Deutsche Bank em uma análise enviada por e-mail na terça-feira.
“Na segunda-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o anúncio previsto no Rose Garden incluirá tarifas ‘baseadas em países’, com mais tarifas setoriais sendo implementadas posteriormente”, acrescentaram os analistas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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