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Dívida bruta do governo geral sobe a 76,2% do PIB em fevereiro, afirma BC
Publicado 08/04/2025 • 12:02 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 08/04/2025 • 12:02 | Atualizado há 1 ano
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A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de 75,7% em janeiro para 76,2% em fevereiro, informou o Banco Central nesta terça-feira (8). Em reais, a DBGG passou de R$ 8,940 trilhões para R$ 9,045 trilhões.
Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG cresceu de 87,1% para 88,7% do PIB no período. O BC informou, no mais recente Relatório de Política Monetária (RPM), que iria incorporar a metodologia do FMI às suas divulgações.
O pico da série da dívida bruta no critério do BC foi alcançado em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid 19. No melhor momento, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.
A DBGG que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) que leva em conta as reservas internacionais do Brasil subiu de 61,1% do PIB em janeiro para 61,4% em fevereiro. Em reais, atingiu R$ 7,297 trilhões.
Gasto com juros
O setor público consolidado teve resultado negativo de R$ 78,253 bilhões com juros em fevereiro, após um rombo de R$ 40,358 bilhões em janeiro, informou o Banco Central.
O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e BC) teve despesas de R$ 70,093 bilhões na conta de juros. Os governos regionais gastaram R$ 7,747 bilhões, e as empresas estatais, R$ 413 milhões.
No primeiro bimestre, a despesa acumulada do setor público com juros atingiu R$ 118,611 bilhões, ou 6,18% do Produto Interno Bruto (PIB).
No acumulado de 12 meses, a despesa soma R$ 923,954 bilhões, ou 7,78% do PIB. Em 2024, somou R$ 950,423 bilhões, ou 8,09% do PIB.
O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 15,885 bilhões no acumulado de 12 meses até fevereiro, o equivalente a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central. É o menor nível desde maio de 2023, quando o resultado acumulado era de superávit de 0,37% do PIB.
O resultado primário reflete a diferença entre as receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Em 2024, o setor público teve déficit de R$ 47,553 bilhões, ou 0,40% do PIB.
O déficit primário acumulado em 12 meses pelo setor público está em queda desde maio de 2024, quando atingiu 2,49% do PIB.
A métrica cedeu fortemente entre novembro e dezembro, de 1,65% para 0,40% do PIB. Em janeiro, estava em 0,39% do PIB.
O resultado negativo em 12 meses até fevereiro foi composto por um déficit de R$ 14,194 bilhões do Governo Central (0,12% do PIB), saldo positivo de R$ 28,189 bilhões nos Estados (0,24% do PIB), rombo de R$ 22,268 bilhões nos municípios (0,19% do PIB) e resultado negativo de R$ 7,611 bilhões nas empresas estatais (0,06% do PIB).
No acumulado de 2025 até fevereiro, o setor público consolidado teve superávit primário de R$ 85,122 bilhões, informou o Banco Central. O resultado é equivalente a 4,43% do PIB.
O resultado positivo este ano reflete o forte superávit primário de R$ 104,096 bilhões observado em janeiro, o maior da série histórica do BC. Em fevereiro, as contas do setor público tiveram déficit primário de R$ 18,973 bilhões.
O resultado do setor público em 2025 até fevereiro foi puxado por um superávit primário de R$ 54,633 bilhões nas contas do Governo Central, o equivalente a 2,85% do PIB. Estados e municípios têm superávit de R$ 31,196 bilhões (1,62% do PIB), e as empresas estatais, déficit de R$ 707 milhões (0,04% do PIB).
Isoladamente, os Estados têm superávit de R$ 26,904 bilhões no acumulado de janeiro a fevereiro, e os municípios, saldo positivo de R$ 4,292 bilhões.
No mês de fevereiro, o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 18,973 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central. Foi o melhor resultado para o mês desde 2022.
Em janeiro, o setor público teve superávit primário de R$ 104,096 bilhões. Em fevereiro de 2024, déficit de R$ 48,692 bilhões.
Segundo os dados do BC, o Governo Central teve déficit de R$ 28,517 bilhões em fevereiro. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 9,244 bilhões, e as empresas estatais, superávit de R$ 299 milhões.
Isoladamente, os Estados tiveram superávit de R$ 6,633 bilhões, e os municípios, superávit de R$ 2,611 bilhões.
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