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EUA confiam na força do xisto, apesar da queda do petróleo
Publicado 11/04/2025 • 13:38 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/04/2025 • 13:38 | Atualizado há 1 ano
Pixabay
Imagem de um campo de petróleo
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, não está preocupado com a queda nos preços do petróleo e seu impacto sobre a indústria americana de petróleo de xisto, e enfatiza que os próximos anos devem ser um período de abundância energética para a maior economia do mundo.
“A indústria de xisto dos EUA vai sobreviver e prosperar,” disse Wright em entrevista ao repórter da CNBC Dan Murphy, na capital dos Emirados Árabes, Abu Dhabi. “Mas é claro”, acrescentou, “as decisões de investimento serão ajustadas se os preços permanecerem baixos por um longo período. Mas estou bastante otimista em relação à indústria americana.”
Os preços do petróleo vêm sendo pressionados pela menor demanda global, pelas incertezas crescentes em torno de tarifas comerciais e pelo aumento da oferta no mercado, tanto de países da Opep quanto de produtores fora do cartel, ameaçando a viabilidade dos produtores de xisto devido à redução nas receitas.
Nesta sexta-feira (11), às 13h43 em Londres, o contrato com vencimento em junho do Brent, referência global, era negociado a US$ 63,51 por barril, uma alta de 0,28% em relação ao fechamento de quinta-feira.
O contrato do WTI para maio nos EUA estava em US$ 60,26 por barril, com alta de 0,32% em relação ao fechamento anterior. Ambos os contratos acumularam queda de cerca de 22% no último ano.
Para reforçar seu ponto, Wright citou o período de 2014 a 2016, quando um boom na produção de xisto coincidiu com a queda na demanda global, derrubando os preços do petróleo em 70%. A indústria precisou lidar com uma onda de falências.
Mas o secretário adotou uma visão otimista: “Em 2015 e 2016, os preços do petróleo caíram para US$ 28 por barril duas vezes, e o que aconteceu? O que a indústria americana de xisto fez nesse período? Inovou, ficou mais inteligente, reduziu custos e é isso que está acontecendo agora,” afirmou Wright.
Analistas de commodities estimam que o petróleo americano precisa se manter acima de US$ 65 por barril para que os produtores de xisto continuem operando.
Nesta semana, o Goldman Sachs reduziu sua previsão de preço para o WTI nos EUA para US$ 58 por barril até dezembro de 2025 e US$ 51 até dezembro de 2026, abaixo das projeções anteriores de US$ 66 e US$ 59, respectivamente.
Wright é ex-executivo do setor de xisto. Ele fundou e foi CEO da empresa de serviços petrolíferos Liberty Energy, com sede em Denver, até deixar o cargo para integrar o governo do então presidente Donald Trump. As ações da Liberty Energy vêm sofrendo com a queda dos preços do petróleo e as tensões comerciais, acumulando baixa de mais de 46% no ano.
As declarações do secretário ocorrem cerca de uma semana após a aliança Opep+, que reúne membros da Opep e países produtores aliados, anunciar de forma surpreendente a antecipação dos aumentos de produção que já estavam planejados, injetando ainda mais oferta em um mercado saturado. A decisão contribuiu para a queda adicional dos preços.
No longo prazo, no entanto, os países da Opep+ precisam de preços mais altos do petróleo para equilibrar seus orçamentos.
Já Trump prometeu “perfurem, apenas perfurem” para manter os preços baixos para os consumidores americanos, e sempre pressionou a Opep para aumentar a produção por esse motivo.
Quando questionado se isso poderia eventualmente colocar os EUA e a Opep em rota de colisão, Wright negou.
“Não acho que seja uma rota de colisão. O que vemos e o que vi aqui nos Emirados, na Arábia Saudita e no Catar é uma visão de longo prazo sobre energia,” disse Wright.
“Sim, é claro que há uma queda temporária nas receitas quando os preços do petróleo e gás estão baixos. Mas os investimentos feitos aqui e os relacionamentos que são construídos estão olhando para as próximas décadas.”
Wright reforçou que há alinhamento geral entre as estratégias energéticas dos EUA e de seus aliados do Golfo, cujos líderes ele está programado para encontrar durante sua visita ao Oriente Médio — que antecede uma esperada viagem de Trump à região.
“A forma de melhorar a vida dos americanos e também dos cidadãos do mundo é com mais energia, energia mais acessível e um futuro muito mais promissor e próspero,” disse Wright. “Esse é o caminho que estamos trilhando. E acredito que certamente os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Catar estão todos alinhados com essa missão.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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