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Trégua entre China e EUA é vista com cautela, diz correspondente em Genebra
Publicado 12/05/2025 • 10:23 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 12/05/2025 • 10:23 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
A China e os Estados Unidos concordaram em reduzir tarifas por 90 dias, o que foi bem recebido pelos mercados europeus. Direto de Genebra, na Suíça, o correspondente do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC Diego Mezzogiorno destacou que os mercados respiraram bem, “recebendo bem esse anúncio.”
Apesar disso, há incerteza sobre a durabilidade do acordo, trazendo cautela. “O temor é que Donald Trump simplesmente desconstrua o que acabou de construir em pouco tempo”, disse Mezzogiorno.
Segundo o correspondente, representantes chineses demonstraram segurança em relação à competitividade de seus produtos mesmo sob taxas elevadas. “Nós somos competitivos, muito competitivos, inclusive com essas tarifas”, disse uma autoridade de Pequim ouvida por ele.
Na coletiva, ficou evidente a diferença de todos entre as duas potências. “Os Estados Unidos estão claramente contando ao mundo que tiveram uma vitória. Já os chineses estão muito mais tranquilos”, afirmou o correspondente.
De acordo com representantes da China, o país estaria confortável com os termos negociados: uma pausa de 90 dias nas tarifas, com imposição de 10% para produtos chineses entrando nos EUA ,percentual que pode subir para 30%, e a mesma alíquota para produtos americanos entrando na China.
A aproximação entre os governos também criou uma “relação frequente” de diálogo. “O que incomodar um lado pode ser aqui mais tranquilamente”, explicou Mezzogiorno.
Durante o anúncio, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bassett, demonstrou entusiasmo com os avanços. “A cara de satisfação dele era uma coisa impressionante”, observou o correspondente. Bassett sinalizou que o objetivo é “encontrar o ponto de virada do mal que a indústria chinesa atingiu nos Estados Unidos até agora”.
Na Europa, o acordo foi visto com cautela. “O estrago está feito”, avaliou Mezzogiorno. Segundo ele, as ações recentes dos EUA reforçaram a necessidade de união entre os países europeus. “Os europeus se ligaram em relação a que eles têm que estar unidos e que têm que tomar conta do próprio nariz.”
Outro efeito observado é o avanço das discussões sobre rearmamento. “Isso também é uma ocorrência às políticas de Donald Trump”, afirmou o jornalista, destacando que a indústria armamentista europeia deve ser fortalecida.
A Suíça também pretende aproveitar a presença de Bassett para negociar um acordo bilateral com os Estados Unidos, principalmente no setor farmacêutico. “Donald Trump fez uma ação para baratear medicamentos nos EUA, e isso pode vir de encontro com os interesses da indústria farmacêutica suíça, que deve ser a mais beneficiada”, disse Mezzogiorno.
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