Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Juros elevam custos, afetam qualidade do crédito e põem varejo em risco elevado, diz Moody’s
Publicado 30/05/2025 • 09:31 | Atualizado há 10 meses
Ações da Apple desabam após relato de atraso no iPhone dobrável
Ações da ASML caem após proposta dos EUA de restringir exportações atingir um mercado chinês já fragilizado
OpenAI pede investigação sobre supostos ataques de Elon Musk
“Inimigos silenciosos”: como startups de I.A. tentam resolver um dos maiores problemas do varejo de roupas
Polymarket remove apostas sobre resgate de aviadores dos EUA após críticas
Publicado 30/05/2025 • 09:31 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Imagem ilustrativa
Pexels
Juros em alta vão afetar o custo do crédito e a demanda, representando risco elevado para o varejo, afirma a Moody´s em relatório. Segundo a agência, a combinação de crédito mais restrito e disponibilidade menor de renda faz os consumidores reduzirem seus gastos.
O repasse de custos também se torna mais difícil. “Este impacto é acentuado nas empresas que comercializam produtos menos essenciais, tais como móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.” Segundo o relatório, a manutenção de altos patamares da taxa básica de juros em meio a uma elevada inflação tem impacto direto nos níveis de consumo e inadimplência, “afetando o crescimento das receitas e a monetização das contas a receber”.
Leia também:
Moody’s reafirma rating da China em A1, com perspectiva negativa por incertezas sobre tarifas
O desafio se torna mais acentuado para varejistas com níveis de alavancagem mais elevados, já que a combinação do arrefecimento do consumo, das margens tradicionalmente reduzidas e das maiores despesas financeiras “comprometerá a geração de fluxo de caixa dessas companhias”.
Quadro elaborado pela agência com 17 setores e cinco fatores de risco apresenta varejo, incorporação imobiliária e locação de veículos/logística como os de nível considerado muito alto de impacto com os juros. O setor de siderurgia&mineração é mais exposto a fatores geopolíticos, enquanto o agronegócio e segmento de açúcar&etanol fica mais vulnerável à questão climática.
Nenhum apresenta risco elevado em relação à depreciação cambial e a mudanças regulatórias. A classificação vai de “neutro” a “muito alto”. No caso do varejo, o item depreciação cambial aparece como risco “moderado” e os demais, neutros.
Outra atividade citada é varejista de distribuição de medicamentos. “Observamos que as empresas têm apresentado dificuldade de geração de caixa operacional desde 2023, em razão do aumento de despesas financeiras”, disse a Moody’s. Resultado, prossegue a agência, de juros e endividamento, está historicamente associados a aquisições financiadas por dívida.
“Além de pressões relevantes sobre o capital de giro, diante do cenário setorial desfavorável, e das margens operacionais estruturalmente baixas.” A CM Hospitalar (Viveo), por exemplo, enfrenta o desafio de melhorar a rentabilidade e a geração de caixa, para reduzir a alavancagem bruta (7,1x). A classificação da companhia está em revisão para rebaixamento. “Ao mesmo tempo, diante da pressão, reconhecemos a necessidade de uma elevada gestão de passivos e os riscos atrelados ao processo de refinanciamento de suas atuais dívidas, a custos potencialmente mais elevados.”
O relatório trata ainda de empresas mais dependentes do mercado externo. “China e Estados Unidos são os principais destinos das exportações brasileiras, tornando qualquer impacto em suas economias significativo para o Brasil”, afirmou a Moody’s. Assim, setores de siderurgia&mineração, celulose e proteína animal “necessitam estar preparadas para enfrentar desafios adicionais”.
Da mesma forma, empresas de exploração&produção de petróleo são impactadas por conflitos geopolíticos, afetando a demanda global por energia. Ao mesmo tempo, alguns desses setores (proteína, mineração, celulose, petróleo&gás) também pode se beneficiar da desvalorização do real.
O impacto é oposto em áreas como telecomunicações, alimentos&bebidas, biodiesel, farmacêutico, hospitais e incorporação imobiliária, com foco no mercado doméstico. “As estruturas de proteção cambial dos ativos e passivos das companhias serão ainda mais importantes prospectivamente.”
—
📌ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos são obrigados a declarar?
2
Tesouro Reserva: 5 pontos para entender o novo título público
3
Trump suspende ataque ao Irã por duas semanas, condicionado à abertura do Estreito de Ormuz
4
Petrobras vende diesel R$ 2,52 abaixo dos importados e pressão por reajuste se acumula
5
Consultor vê sinais de alerta na Cimed e diz que conta não fecha: ‘Onde tem fumaça, tem fogo’