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Juros elevam custos, afetam qualidade do crédito e põem varejo em risco elevado, diz Moody’s
Publicado 30/05/2025 • 09:31 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 30/05/2025 • 09:31 | Atualizado há 8 meses
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Imagem ilustrativa
Pexels
Juros em alta vão afetar o custo do crédito e a demanda, representando risco elevado para o varejo, afirma a Moody´s em relatório. Segundo a agência, a combinação de crédito mais restrito e disponibilidade menor de renda faz os consumidores reduzirem seus gastos.
O repasse de custos também se torna mais difícil. “Este impacto é acentuado nas empresas que comercializam produtos menos essenciais, tais como móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.” Segundo o relatório, a manutenção de altos patamares da taxa básica de juros em meio a uma elevada inflação tem impacto direto nos níveis de consumo e inadimplência, “afetando o crescimento das receitas e a monetização das contas a receber”.
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O desafio se torna mais acentuado para varejistas com níveis de alavancagem mais elevados, já que a combinação do arrefecimento do consumo, das margens tradicionalmente reduzidas e das maiores despesas financeiras “comprometerá a geração de fluxo de caixa dessas companhias”.
Quadro elaborado pela agência com 17 setores e cinco fatores de risco apresenta varejo, incorporação imobiliária e locação de veículos/logística como os de nível considerado muito alto de impacto com os juros. O setor de siderurgia&mineração é mais exposto a fatores geopolíticos, enquanto o agronegócio e segmento de açúcar&etanol fica mais vulnerável à questão climática.
Nenhum apresenta risco elevado em relação à depreciação cambial e a mudanças regulatórias. A classificação vai de “neutro” a “muito alto”. No caso do varejo, o item depreciação cambial aparece como risco “moderado” e os demais, neutros.
Outra atividade citada é varejista de distribuição de medicamentos. “Observamos que as empresas têm apresentado dificuldade de geração de caixa operacional desde 2023, em razão do aumento de despesas financeiras”, disse a Moody’s. Resultado, prossegue a agência, de juros e endividamento, está historicamente associados a aquisições financiadas por dívida.
“Além de pressões relevantes sobre o capital de giro, diante do cenário setorial desfavorável, e das margens operacionais estruturalmente baixas.” A CM Hospitalar (Viveo), por exemplo, enfrenta o desafio de melhorar a rentabilidade e a geração de caixa, para reduzir a alavancagem bruta (7,1x). A classificação da companhia está em revisão para rebaixamento. “Ao mesmo tempo, diante da pressão, reconhecemos a necessidade de uma elevada gestão de passivos e os riscos atrelados ao processo de refinanciamento de suas atuais dívidas, a custos potencialmente mais elevados.”
O relatório trata ainda de empresas mais dependentes do mercado externo. “China e Estados Unidos são os principais destinos das exportações brasileiras, tornando qualquer impacto em suas economias significativo para o Brasil”, afirmou a Moody’s. Assim, setores de siderurgia&mineração, celulose e proteína animal “necessitam estar preparadas para enfrentar desafios adicionais”.
Da mesma forma, empresas de exploração&produção de petróleo são impactadas por conflitos geopolíticos, afetando a demanda global por energia. Ao mesmo tempo, alguns desses setores (proteína, mineração, celulose, petróleo&gás) também pode se beneficiar da desvalorização do real.
O impacto é oposto em áreas como telecomunicações, alimentos&bebidas, biodiesel, farmacêutico, hospitais e incorporação imobiliária, com foco no mercado doméstico. “As estruturas de proteção cambial dos ativos e passivos das companhias serão ainda mais importantes prospectivamente.”
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