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China sinaliza alívio a montadoras ocidentais em meio à crise das terras raras
Publicado 09/06/2025 • 08:08 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/06/2025 • 08:08 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A China deu um sinal de trégua à indústria automotiva dos Estados Unidos e da Europa ao indicar que pode flexibilizar as restrições sobre exportações de terras raras — elementos essenciais para a fabricação de veículos elétricos e motores a combustão.
No sábado (7), o Ministério do Comércio da China anunciou que está disposto a criar um “canal verde” para acelerar a concessão de licenças de exportação a empresas da União Europeia. A medida ocorre após pressões do setor automotivo, que alertou sobre riscos iminentes de interrupção na produção devido à escassez desses insumos críticos.
A declaração veio após um encontro entre o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e o comissário europeu Maroš Šefčovič, realizado em Paris na semana passada. Wang também expressou a expectativa de que a UE adote “medidas recíprocas” e incentive o comércio de produtos de alta tecnologia com a China.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o governo chinês já teria concedido licenças de exportação de terras raras a fornecedores ligados a montadoras americanas como General Motors, Ford e Stellantis (fabricante da Jeep). As empresas ainda não comentaram publicamente sobre o tema.
Leia mais: Pequim reage à guerra de preços dos carros elétricos e pede fim da “involução” no setor
A flexibilização ocorre após a China impor, em abril, restrições rigorosas à exportação de diversos tipos de terras raras e ímãs utilizados em setores estratégicos como defesa, energia e transporte — uma resposta às tarifas comerciais impostas pelos EUA.
Representantes da indústria europeia receberam a notícia com alívio, mas também com cautela. Maximilian Butek, diretor da Câmara de Comércio Alemã na China, afirmou à CNBC que o anúncio é positivo, mas alertou para a incerteza sobre o alcance da medida. “O canal verde pode ser limitado a setores ou empresas específicas. Ainda não está claro quem realmente será beneficiado”, disse.
Butek também destacou que a iniciativa é reflexo direto da escalada comercial entre EUA e China, e que as empresas europeias estão sendo afetadas por um embate no qual não desejam estar envolvidas. “Foi uma surpresa que a China usasse essa carta, mas o importante agora é ver se a promessa se concretiza”, completou.
A preocupação com o fornecimento de terras raras já afeta a operação de grandes fabricantes. A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) alertou que várias empresas podem enfrentar paralisações na produção a partir do próximo mês, caso as licenças de exportação não sejam liberadas com mais agilidade.
“Os estoques globais desses ímãs são baixos, e sem novas licenças, eles estão se esgotando rapidamente”, disse Jonathan O’Riordan, diretor de comércio internacional da ACEA, à CNBC.
O alerta da ACEA foi reforçado por uma declaração recente da Associação Europeia de Fornecedores Automotivos, que relatou o fechamento de algumas fábricas por falta de insumos. A montadora japonesa Suzuki, por exemplo, suspendeu a produção do modelo Swift, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters.
A China domina cerca de 60% da produção mundial de terras raras, o que lhe confere grande influência sobre cadeias globais de produção em setores-chave. Autoridades americanas e europeias veem essa dependência como um risco estratégico, especialmente no contexto da transição energética.
A expectativa é que a demanda por minerais críticos aumente de forma exponencial nos próximos anos, impulsionada pela corrida global por tecnologias verdes e veículos elétricos.
Para especialistas, a crise das terras raras pode repetir o impacto da escassez de semicondutores durante a pandemia, que interrompeu a produção de veículos em diversos países.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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