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“Se as plataformas não removerem conteúdos graves, estarão sujeitas a sanções”, explica Arthur Igreja sobre Marco Civil da Internet
Publicado 28/06/2025 • 08:08 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 28/06/2025 • 08:08 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
O Supremo Tribunal Federal decidiu que redes sociais devem ser responsabilizadas por postagens de usuários que violem a legislação, em especial em casos que envolvam falhas sistêmicas na moderação de conteúdos ilícitos. A medida marca uma mudança relevante em relação ao entendimento anterior baseado no Marco Civil da Internet, que previa a exclusão de publicações apenas mediante ordem judicial.
Leia mais:
Redes sociais respondem por publicações criminosas dos usuários, decide STF
Para o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, a decisão representa um novo patamar de responsabilidade para as plataformas digitais, com implicações operacionais imediatas.
“Eles vão ter que criar filtros e algoritmos capazes de identificar como fazem hoje com nudez ou sexo explícito. Só que agora será com uma série de conteúdos sensíveis definidos como crimes”, afirmou Igreja em entrevista ao Jornal Times Brasil do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, casos de omissão como a transmissão de ataques violentos ao vivo não podem mais ocorrer. “Se as plataformas não removerem instantaneamente conteúdos graves como esse, estarão sujeitas a sanções. A lógica é de responsabilização por falhas sistemáticas, não por casos isolados”, explicou.
Na mesma entrevista, Igreja também comentou a valorização da Nvidia, que ultrapassou a marca de empresa mais valiosa do mundo, com expectativas de alcançar US$ 4 trilhões em valor de mercado até agosto.
“A empresa cresceu 17% só em 2025, depois de subir mais de 170% no ano passado. Ela fornece os insumos essenciais para todo o ecossistema de IA. E agora está expandindo para serviços de nuvem e data centers”, disse.
Além disso, a Nvidia anunciou planos de investimentos em infraestrutura de dados na América Latina e entrada no setor de robótica, com destaque para o desenvolvimento de tecnologias aplicadas a carros autônomos e simulações industriais.
Igreja também destacou a corrida global por profissionais qualificados em inteligência artificial, com salários inflacionados e bônus de contratação milionários. “A Meta pagou US$ 100 milhões para atrair três pesquisadores da OpenAI na Suíça”, revelou.
A crescente demanda por dados para treinar IAs, segundo ele, traz outro desafio urgente: a segurança da informação. “É preciso garantir anonimização. Imagine que exames médicos sejam vazados sem consentimento. O risco é real”, alertou, citando o caso da DeepSeek, empresa chinesa que sofreu restrições na Alemanha por não comprovar conformidade com normas europeias de proteção de dados.
“As IAs têm uma fome insaciável de dados, mas ainda não está claro como essas informações estão sendo armazenadas ou protegidas. A privacidade precisa ser prioridade”, concluiu.
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