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Adriana Conconi, diretora da VR: “Deixamos de ser apenas vale-refeição e viramos um ecossistema de soluções”
Publicado 03/07/2025 • 11:25 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 03/07/2025 • 11:25 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Adriana Conconi, economista e diretora de Dados e Mensuração de Impacto da VR
Reprodução/LinkedIn/Adriana Conconi
Estampando placas em restaurantes populares por todo o país, o logotipo da VR se tornou conhecido do trabalhador brasileiro ao indicar que aquele estabelecimento aceita o vale-refeição como forma de pagamento.
A empresa, antes consolidada como mais uma bandeira do benefício, evoluiu para “um ecossistema de soluções”, afirmou Adriana Conconi, economista e diretora de Dados e Mensuração de Impacto da VR, ao DC NEWS TALKS, o videocast da Agência DC NEWS.
Segundo ela, a utilização de dados e tecnologia sempre foi um diferencial da marca que, nos últimos anos, por meio de um superapp, mira a afunilar ainda mais a hiperpersonalização com impacto social para usuários e clientes.
Adriana, que é argentina, assumiu a área de inteligência da VR em maio de 2024, mas sua carreira trabalhando com dados e humanidade tem relevância global. Graduada na Universidad Nacional de La Plata, mestra e PhD por Harvard, foi especialista de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e dirigiu projetos voltados para desenvolvimento humano internacional em Oxford e em Harvard.
Na liderança do setor que avalia o impacto das soluções da VR na vida de trabalhadores e suas famílias, Adriana disse que aplica, na iniciativa privada, anos de experiência em transformação social. De acordo com ela, medir esses resultados é parte do planejamento estratégico da empresa, que está “olhando formas de aumentar o papel [da companhia] na vida de trabalhadores e empregadores no Brasil”.
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Criado com esse objetivo, o SuperApp, que já teve mais de 3 milhões de usuários ativos desde o lançamento em 2022, se apresenta como um marketplace onde os usuários acessam crédito, cashback, convertem vale-transporte em saldo na Uber, obtêm descontos em marcas de diversos segmentos como O Boticário e Casas Bahia, e também em produtos da cesta básica.
Na outra ponta, a VR desenvolveu o SuperPortal do Empregador focado em gestão de pessoas, com monitoramento de batida de ponto, agenda de férias e análise de desempenho de equipes. Agora, o foco da companhia é refinar esse atendimento, projetando a customização de ofertas inclusive para clientes de diferentes regiões do Brasil.
Adriana dá como exemplo um trabalhador jovem e outro com filhos pequenos. Enquanto o primeiro pode priorizar descontos em cursos de capacitação profissional, o segundo prefere pagar menos em fraldas e em espetáculos infantis. “Tem a ver com democratizar o acesso a ofertas educativas, de moradia, saúde e crédito”, afirmou.
Uma vertical dessa inteligência, na análise de dados de sua base, é realizar levantamentos que revelem a situação da equidade de gênero e diversidade das mais de 100 mil empresas associadas, justamente a razão da contratação de Adriana. Dessas empresas, apenas 18% são comandadas exclusivamente por mulheres, como mostra o Painel de Impacto Social da VR.
O que a ex-ONU encontrou nessa minoria foram ambientes mais propensos à inovação, dinamismo e inclusão, o que, segundo ela, são fatores que impulsionam melhores desempenhos. “Validamos os resultados com dados gerais da PNAD, e observamos essa realidade no Brasil como um todo”, disse.
Em um outro recorte do painel, os empreendimentos femininos aparecem como menores e mais recentes. Por isso, Adriana defende melhorias nas políticas de cuidado para atenuar as jornadas domésticas tortuosas das mulheres, e permitir o crescimento dessas iniciativas. “Muitas dessas questões são culturais e devem ser atacadas de frente”, afirmou. “Tanto na esfera corporativa como no setor público, nas escolas e nas universidades”.
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