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“Caminho é discutir via diplomática e com empresários”, diz Ricupero sobre impasse com Trump
Publicado 11/07/2025 • 10:47 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 11/07/2025 • 10:47 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos e ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, avaliou que a atual tensão comercial e política entre Brasil e Estados Unidos deve ser tratada prioritariamente pelos canais diplomáticos e pela mobilização de empresários. Segundo ele, recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), neste momento, não trará resultados efetivos.
“O caminho é discutir via diplomática e com empresários”, afirmou Ricupero, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. Para o diplomata, a medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acionar a OMC é correta do ponto de vista legal, mas ineficaz, na prática, dado o histórico de desprezo do presidente Donald Trump pela instituição.
De acordo com Ricupero, o Brasil dispõe de cerca de 20 dias para tentar construir, por meio da embaixada em Washington e órgãos como o Departamento de Estado e a Secretaria de Comércio dos Estados Unidos, um ambiente favorável à negociação. Ele ressaltou que, no campo comercial, há espaço para acordos, especialmente envolvendo produtos como etanol, açúcar e suco de laranja.
O ex-embaixador destacou ainda que os Estados Unidos acumulam um superávit expressivo com o Brasil e que, em caso de escalada nas tensões, as empresas americanas seriam as principais prejudicadas. “Se eles, no decorrer desses últimos 15 anos, nos venderam US$ 450 bilhões a mais do que compraram, significa que, se o comércio for zerado, eles vão perder muito mais”, afirmou.
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Questionado sobre a hipótese de os Estados Unidos adotarem sanções contra o Brasil, caso Trump insista em interferir no processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, Ricupero considerou a situação imprevisível. Ele avalia que qualquer tentativa de ingerência nesse sentido seria inaceitável, por representar violação da soberania nacional.
“A autoridade do nosso presidente é zero nessas questões. O Bolsonaro foi condenado pela Justiça Eleitoral e responde a processo no Supremo Tribunal Federal. E as decisões sobre plataformas foram tomadas pelo Judiciário”, disse o diplomata.
Sobre a crítica de que a diplomacia brasileira teria pouca interlocução com a Casa Branca, Ricupero reconheceu a dificuldade, mas atribuiu o cenário à afinidade ideológica entre setores da extrema-direita americana e o grupo político ligado a Bolsonaro. Para ele, empresários americanos interessados em preservar seus negócios no Brasil devem ser o principal elo de influência.
“Os empresários têm interesse em vender ao Brasil. São eles que vão sair perdendo com um eventual conflito”, concluiu.
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