CNBC
Tablet com tela aberta no Google

CNBCGoogle aprofunda aposta em IA no Pentágono após Anthropic processar governo Trump

Agro

Exportações disparam no Porto de Santos diante de ameaça de tarifa dos EUA; economista alerta para risco fiscal

Publicado 20/07/2025 • 08:30 | Atualizado há 8 meses

KEY POINTS

  • Segundo a autoridade portuária, as exportações para o mercado norte-americano pelo Porto de Santos, o maior da América Latina, aumentaram expressivamente nas duas primeiras semanas de julho.
  • Destaque para o embarque de carnes, que subiu 96%, seguido por celulose, com 50 mil toneladas enviadas, e café, com alta de 17%.

O anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, com previsão de entrada em vigor em 1º de agosto, provocou uma corrida no comércio exterior. Segundo a autoridade portuária, as exportações para o mercado norte-americano pelo Porto de Santos, o maior da América Latina, aumentaram expressivamente nas duas primeiras semanas de julho. Destaque para o embarque de carnes, que subiu 96%, seguido por celulose, com 50 mil toneladas enviadas, e café, com alta de 17%.

Leia mais:

Exportações de carne bovina batem recorde em junho, mas tarifas dos EUA preocupam, diz Abrafrigo

Com a intensificação dos embarques, o tráfego de caminhões rumo ao terminal cresceu 70%. Atualmente, os EUA representam 22,2% da corrente comercial brasileira via Porto de Santos, atrás apenas da China (47,1%).

Em entrevista ao Times Brasil, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avaliou que a escalada das tensões entre Brasília e Washington gera incerteza no mercado financeiro, afeta a taxa de câmbio e amplia os riscos fiscais tanto para o Brasil quanto para os EUA. “O dólar saltou de R$ 5,41 para R$ 5,58, e a Bolsa caiu de 141 mil para menos de 134 mil pontos. O investidor já está precificando esse ambiente de conflito político”, disse.

Possíveis retaliações e temor por novas sanções

Agostini alertou que, além das tarifas, existe o temor de novas sanções americanas que podem atingir setores estratégicos, como o setor aéreo. “Há rumores sobre a proibição de aeronaves brasileiras entrarem em espaço aéreo norte-americano. Isso seria gravíssimo e elevaria a crise a outro patamar, exigindo resposta imediata em organismos internacionais”, explicou.

A crise, segundo ele, pode afetar diretamente o custo da dívida americana. “Com a escalada do conflito político e adoção de medidas de retaliação, os investidores percebem maior risco e exigem mais retorno, o que encarece o financiamento da dívida pública.”

Pressão sobre IOF e impactos internos

Além do conflito externo, o economista vê pressão adicional sobre a política fiscal interna após o restabelecimento da alíquota do IOF pelo Supremo Tribunal Federal. Ele apontou que o setor aéreo, que opera majoritariamente via leasing internacional, será fortemente impactado. “O aumento do IOF representa um custo extra de R$ 600 milhões ao setor”, disse.

Agostini defende que o governo brasileiro busque uma estratégia de negociação com os EUA, mas sem abrir mão da soberania institucional. “A diplomacia precisa ser técnica e pragmática, não ideológica. Se os EUA são importantes, o Brasil também tem alternativas e precisa agir com firmeza.”

Com o ambiente internacional cada vez mais volátil, o mercado segue atento aos próximos passos de ambos os governos até a data-limite de 1º de agosto, quando as tarifas devem entrar oficialmente em vigor.

📌ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Agro

;