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Exportações disparam no Porto de Santos diante de ameaça de tarifa dos EUA; economista alerta para risco fiscal
Publicado 20/07/2025 • 08:30 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 20/07/2025 • 08:30 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, com previsão de entrada em vigor em 1º de agosto, provocou uma corrida no comércio exterior. Segundo a autoridade portuária, as exportações para o mercado norte-americano pelo Porto de Santos, o maior da América Latina, aumentaram expressivamente nas duas primeiras semanas de julho. Destaque para o embarque de carnes, que subiu 96%, seguido por celulose, com 50 mil toneladas enviadas, e café, com alta de 17%.
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Com a intensificação dos embarques, o tráfego de caminhões rumo ao terminal cresceu 70%. Atualmente, os EUA representam 22,2% da corrente comercial brasileira via Porto de Santos, atrás apenas da China (47,1%).
Em entrevista ao Times Brasil, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avaliou que a escalada das tensões entre Brasília e Washington gera incerteza no mercado financeiro, afeta a taxa de câmbio e amplia os riscos fiscais tanto para o Brasil quanto para os EUA. “O dólar saltou de R$ 5,41 para R$ 5,58, e a Bolsa caiu de 141 mil para menos de 134 mil pontos. O investidor já está precificando esse ambiente de conflito político”, disse.
Agostini alertou que, além das tarifas, existe o temor de novas sanções americanas que podem atingir setores estratégicos, como o setor aéreo. “Há rumores sobre a proibição de aeronaves brasileiras entrarem em espaço aéreo norte-americano. Isso seria gravíssimo e elevaria a crise a outro patamar, exigindo resposta imediata em organismos internacionais”, explicou.
A crise, segundo ele, pode afetar diretamente o custo da dívida americana. “Com a escalada do conflito político e adoção de medidas de retaliação, os investidores percebem maior risco e exigem mais retorno, o que encarece o financiamento da dívida pública.”
Além do conflito externo, o economista vê pressão adicional sobre a política fiscal interna após o restabelecimento da alíquota do IOF pelo Supremo Tribunal Federal. Ele apontou que o setor aéreo, que opera majoritariamente via leasing internacional, será fortemente impactado. “O aumento do IOF representa um custo extra de R$ 600 milhões ao setor”, disse.
Agostini defende que o governo brasileiro busque uma estratégia de negociação com os EUA, mas sem abrir mão da soberania institucional. “A diplomacia precisa ser técnica e pragmática, não ideológica. Se os EUA são importantes, o Brasil também tem alternativas e precisa agir com firmeza.”
Com o ambiente internacional cada vez mais volátil, o mercado segue atento aos próximos passos de ambos os governos até a data-limite de 1º de agosto, quando as tarifas devem entrar oficialmente em vigor.
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