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EXCLUSIVO: Presidente dos Correios prepara trocas nas diretorias como parte do ‘choque de gestão’ para conter rombo bilionário
Publicado 15/10/2025 • 15:47 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 15/10/2025 • 15:47 | Atualizado há 4 meses
Wikipedia
Agência dos Correios em Minas Gerais
Depois de anunciar, nesta quarta-feira (15), um plano de reestruturação dos Correios para reverter um rombo bilionário, o novo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, prepara mudanças na diretoria-executiva como parte de seu “choque de gestão”.
De acordo com fontes, ao menos três integrantes da cúpula devem ser substituídos nos próximos dias: a diretora de Governança e Estratégia, Juliana Agatte; o diretor de Gestão de Pessoas, Getúlio Ferreira; e o diretor de Operações, Sérgio Freitas. Rondon já estaria analisando nomes para as trocas. Procurados, os Correios não quiseram se manifestar sobre os três executivos citados.
Os mandatos de todos os diretores dos Correios estão vencidos desde 6 de agosto, mas o estatuto da companhia autoriza a manutenção dos cargos até que haja a recondução dos nomes ou a apresentação de novas indicações.
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Os outros três integrantes da diretoria-executiva, igualmente com mandatos vencidos, são José Rorício Júnior (Administração), Hilton Cardoso (Negócios) e Loiane de Macedo (Econômico-Financeira). O trio teria garantido uma sobrevida nos cargos, mas não está totalmente assegurado.
Rorício e Cardoso, inclusive, são indicações diretas do Ministério das Comunicações, pasta controlada politicamente pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — “padrinho” do ministro Frederico Filho e figura de grande influência no governo federal.
Nesta quarta-feira, a empresa confirmou que negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões para fechar o caixa de 2025 e 2026. Paralelamente, vai adotar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e cortes de despesas.
Emmanoel Rondon foi nomeado em setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a missão de sanear as contas da estatal e reverter o déficit de R$ 4,3 bilhões registrado apenas no primeiro semestre de 2025, que ameaça exigir um aporte do Tesouro em meio ao aperto no Orçamento.
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