Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifaço: Lula assume ‘risco calculado’ ao criticar dólar antes de possível reunião com Trump
Publicado 23/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 5 meses
Tóquio nega virada na política sobre Taiwan após alerta de inteligência americana
Receita da Alibaba fica abaixo das estimativas, com queda de 66% no lucro líquido
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais
Petróleo Brent atinge US$ 119 e preços do gás na Europa disparam após ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã
Trump suspende lei marítima por 60 dias para conter volatilidade no petróleo
Publicado 23/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 5 meses
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Tom Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
A defesa de substituir o dólar em transações internacionais é uma tônica desde o início do governo. Mas agora vem às vésperas da reunião bilateral com o presidente americano, Donald Trump, esperada para o domingo (26), em Kuala Lampur, na Malásia — embora ainda sem confirmação oficial.
Entre diplomatas e integrantes do Palácio do Planalto, avalia-se que Lula tem consciência de que a declaração pode, sim, irritar Trump — e, possivelmente, até comprometer a bilateral para discutir o tarifaço. O líder da Casa Branca já ameaçou sobretaxar os países do BRICS se houver a substituição do dólar nas transações internacionais.
Leia mais colunas de Eduardo Gayer
Ainda assim, a bandeira da substituição do dólar foi mantida no discurso oficial por uma razão: Lula entende que não pode abrir mão de suas prerrogativas presidenciais, como definir o tom da política externa, apenas para agradar a Donald Trump. Ou seja, é um risco — mas um risco calculado pela equipe palaciana.
A lógica é mantida em relação à Venezuela. Como revelou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o governo brasileiro está decidido a criticar duramente uma eventual intervenção dos americanos no regime de Nicolás Maduro, sem temer represálias comerciais.
Também por isso, o presidente brasileiro mantém críticas à tentativa do governo americano de pressionar o Brasil a anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro — mesmo após Trump afirmar que houve “química” entre ele e Lula.
Mais lidas
1
França está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz
2
‘Dono do Master é Tanure’ e Vorcaro era ‘pau-mandado’, diz gestor à CPI do Crime Organizado
3
‘Empresa que descumprir tabela do frete será proibida de contratar novos fretes’, diz ministro; veja empresas que não cumprem piso mínimo
4
16 ações pagam dividendos acima da Selic a 14,75%; veja quanto rendem R$ 10 mil, R$ 50 mil e R$ 100 mil investidos nelas
5
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais