Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifaço: Lula assume ‘risco calculado’ ao criticar dólar antes de possível reunião com Trump
Publicado 23/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 3 meses
Disney supera expectativas de Wall Street impulsionada por parques temáticos e streaming
Oracle sobe 5% após anunciar captação de US$ 50 bilhões
Ações da Nvidia caem 2% após reportagem indicar que investimento na OpenAI ficou travado
Gigante chinesa AstraZeneca vai abrir capital em Nova York nesta segunda-feira (2)
Documentos ligam Musk a conversas sobre visita à ilha privada de criminoso sexual
Publicado 23/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 3 meses
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Tom Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
A defesa de substituir o dólar em transações internacionais é uma tônica desde o início do governo. Mas agora vem às vésperas da reunião bilateral com o presidente americano, Donald Trump, esperada para o domingo (26), em Kuala Lampur, na Malásia — embora ainda sem confirmação oficial.
Entre diplomatas e integrantes do Palácio do Planalto, avalia-se que Lula tem consciência de que a declaração pode, sim, irritar Trump — e, possivelmente, até comprometer a bilateral para discutir o tarifaço. O líder da Casa Branca já ameaçou sobretaxar os países do BRICS se houver a substituição do dólar nas transações internacionais.
Leia mais colunas de Eduardo Gayer
Ainda assim, a bandeira da substituição do dólar foi mantida no discurso oficial por uma razão: Lula entende que não pode abrir mão de suas prerrogativas presidenciais, como definir o tom da política externa, apenas para agradar a Donald Trump. Ou seja, é um risco — mas um risco calculado pela equipe palaciana.
A lógica é mantida em relação à Venezuela. Como revelou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o governo brasileiro está decidido a criticar duramente uma eventual intervenção dos americanos no regime de Nicolás Maduro, sem temer represálias comerciais.
Também por isso, o presidente brasileiro mantém críticas à tentativa do governo americano de pressionar o Brasil a anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro — mesmo após Trump afirmar que houve “química” entre ele e Lula.
Mais lidas
1
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
2
Fictor, que fez proposta pelo Master, pede recuperação judicial
3
Ex-sócio do Master tenta vender o Banco Pleno em meio a crise de liquidez
4
Moltbook: especialista afirma que rede social onde só IAs interagem vira vitrine de riscos
5
Investir em Tesouro Direto atrelado à inflação é a bola da vez, dizem especialistas