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Acordo Mercosul-UE intensifica protestos de agricultores em países europeus
Publicado 09/01/2026 • 13:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/01/2026 • 13:21 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A aprovação do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, concluída após mais de 20 anos de negociações, levou à intensificação de protestos de agricultores em diferentes países do bloco. A decisão, tomada por maioria qualificada na manhã desta sexta-feira, desencadeou mobilizações coordenadas em nações como França, Itália, Polônia e Grécia. Produtores rurais afirmam que o pacto ameaça a sustentabilidade da agricultura europeia.
Nos últimos meses, a Comissão Europeia apresentou cláusulas adicionais e concessões para tentar reduzir a resistência de agricultores e pecuaristas. As medidas, no entanto, não foram suficientes para conter as manifestações, que seguem espalhadas por diversos países.
Na França, tratores permanecem posicionados nos principais acessos a Paris como forma de protesto contra o acordo comercial e contra os altos preços dos fertilizantes. As mobilizações se concentram especialmente nas entradas da capital.
A Coordenação Rural organizou atos em Estrasburgo, reunindo tratores para pressionar o governo francês a tentar barrar o acordo. A entidade também criticou a condução das autoridades diante da epidemia de dermatite nodular contagiosa no rebanho bovino. Em Lormont, na região metropolitana de Bordéus, manifestantes bloquearam o anel viário com pneus e entulho despejados por tratores.
Leia também: Acordo UE-Mercosul pode prejudicar laticínios e pequenos produtores
Na Polônia, cerca de mil agricultores iniciaram uma marcha pelo centro de Varsóvia poucas horas após a aprovação do pacto. Os manifestantes afirmam que o acordo pode comprometer a produção local e aumentar a dependência externa.
“Isso vai acabar com a agricultura na Polônia. Vamos passar a depender das cadeias de suprimento de outros países”, disse Janusz Sampolski à agência AFP.
Na Itália, produtores rurais também se mobilizaram com tratores nas proximidades do prédio do governo regional da Lombardia, em Milão. Durante o protesto, manifestantes exibiram bandeiras do país, derramaram leite no chão e levantaram faixas contrárias ao acordo, com mensagens como “no Mercosul, a agricultura italiana não está à venda”.
Os protestos ganharam força também na Grécia ao longo da semana. Agricultores intensificaram bloqueios em rodovias, entroncamentos e pedágios, reforçando uma mobilização iniciada no fim de novembro, com críticas diretas ao acordo com o Mercosul.
Em vários trechos da estrada que liga Atenas a Tessalônica, o tráfego foi interrompido, sendo liberado apenas para veículos de emergência.
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