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UE-Mercosul: Alemanha se diz confiante em relação a acordo com Itália
Publicado 07/01/2026 • 12:22 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/01/2026 • 12:22 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O governo alemão declarou-se, nesta quarta-feira (7), ‘muito confiante’ de que a Itália dê ‘agora’ o seu aval ao tratado comercial UE-Mercosul, cuja assinatura, prevista para dezembro passado, fora adiada para janeiro sob pressão de Paris e Roma.
“O dossiê Mercosul está prestes a ser concluído (…) Estamos muito confiantes de que a Itália aprovará agora este acordo com o Mercosul, após o que o governo federal (alemão) continuará a empenhar todos os esforços para obter o acordo de todos os Estados-membros” da UE, declarou o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, durante uma coletiva de imprensa regular em Berlim.
As ressalvas da Itália em relação ao acordo União Europeia-Mercosul baseiam-se principalmente em preocupações econômicas e de padrões de produção. O país possui um setor agrícola muito forte e politicamente influente (liderado por organizações como a Coldiretti), e teme que a entrada de produtos sul-americanos (como carne bovina, aves e açúcar) com custos de produção muito menores prejudique os agricultores italianos.
Leia também: França fecha o cerco a alimentos do Mercosul e ameaça acordo com a UE
Os italianos exigem que os produtores do Mercosul sigam as mesmas regras rigorosas que os produtores europeus seguem em termos de uso de agrotóxicos, normas sanitárias, bem-estar animal e direitos trabalhistas. Sem essa igualdade, a Itália considera a competição desleal.
Há também uma preocupação com o uso de pesticidas e herbicidas no Mercosul que são proibidos na União Europeia. A Itália argumenta que isso representa um risco para a saúde dos consumidores e uma desvantagem regulatória para seus próprios produtores.
Na terça-feira (6), a Comissão Europeia ofereceu um incentivo aos agricultores descontentes com o acordo comercial com o bloco sul-americano Mercosul e com os planos de reformulação dos subsídios agrícolas da UE, prometendo fundos adicionais para o setor.
A Comissão Europeia planeja ajustar sua proposta orçamentária para 2028-2034, permitindo que os agricultores tenham acesso antecipado a cerca de 45 bilhões de euros (US$ 53 bilhões – R$ 284,6 bilhões), entre outras reformas para apoiar o setor agrícola europeu, escreveu a presidente da UE, Ursula von der Leyen, em uma carta.
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