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Agro: 2026 será um dos anos mais desafiadores para economia brasileira; entenda
Publicado 11/12/2025 • 09:29 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/12/2025 • 09:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A entidade avaliou que a contribuição do agro foi essencial para conter a inflação e manter o ritmo do PIB- Foto: reprodução Freepik
Agro brasileiro: 2026 será um dos anos mais desafiadores para o setor
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, na última terça-feira (09), um panorama que mostra como o setor agro foi decisivo para sustentar os principais indicadores econômicos do país em 2025 e, ao mesmo tempo, alertou para os riscos internos e externos que devem pressionar o setor em 2026.
O balanço e as projeções foram divulgados em coletiva de imprensa em Brasília e detalham desafios que vão da fragilidade fiscal ao aumento da inadimplência no campo.
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A entidade avaliou que a contribuição do agro foi essencial para conter a inflação e manter o ritmo do PIB, mas o próximo ano deve exigir ainda mais resiliência do produtor rural.
A CNA apontou que o agronegócio ajudou a segurar a inflação, estimada em 4,4% para 2025, e sustentou a expansão de 9,6% do PIB do setor neste ano, alcançando R$ 3,13 trilhões. Para 2026, a entidade projeta crescimento de 1%, indicando um cenário mais cauteloso.
Segundo o levantamento, sem o desempenho do agro, o país correria risco de descumprir novamente a meta de inflação, o que manteria a taxa Selic, hoje em 15% ao ano, em patamar mais elevado por mais tempo.
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A CNA avaliou que a economia brasileira enfrentará um ano difícil em 2026, marcado pela necessidade de ajuste fiscal. A expectativa é de que o governo intensifique ações para elevar a arrecadação, com maior fiscalização e criação de novas bases tributárias para cumprir as metas.
Para a entidade, esse movimento deve manter a atividade econômica em ritmo fraco e pressionar os custos do setor produtivo.
O quadro de endividamento preocupa a CNA, em outubro, o crédito rural contratado a taxas de mercado registrou índice de inadimplência de 11,4%, o maior desde 2011. Um ano antes, o indicador era de 3,54% e, em janeiro de 2023, de apenas 0,59%.
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Entre os fatores que pressionam o produtor estão perdas climáticas recorrentes, queda no preço das commodities, custos elevados de produção, falta de seguro rural e juros altos.
A entidade afirma que a recuperação do setor dependerá de medidas estruturais que aumentem previsibilidade e reduzam vulnerabilidades financeiras.
A oferta de seguro rural apresentou forte retração. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) teve o pior desempenho desde 2007 e cobriu somente 2,2 milhões de hectares, menos de 5% da área agricultável do país.
Para a CNA, a ausência de instrumentos de gestão de risco deixa o produtor mais exposto a perdas climáticas e contribui diretamente para o aumento da inadimplência.
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As estimativas para o Valor Bruto da Produção (VBP) indicam crescimento de 5,1% em 2026, chegando a R$ 1,57 trilhão. O segmento agrícola deve alcançar R$ 1,04 trilhão, impulsionado pela alta produção de grãos, enquanto a pecuária deve somar R$ 528,09 bilhões, com avanço de 2,2%.
Para 2025, o VBP está projetado em R$ 1,49 trilhão, incremento de 11,9% sobre 2024, com destaque para a pecuária, favorecida pela recuperação dos preços da carne bovina.
A Conab prevê que a safra 2025/2026 deve alcançar 354,8 milhões de toneladas, 0,8% acima do ciclo anterior. A área de soja deve crescer para 49,1 milhões de hectares, com produção estimada em 177,6 milhões de toneladas, alta de 3,6%.
Para o milho, a previsão é de retração de 2,5% na segunda safra, totalizando 110,5 milhões de toneladas. Considerando todas as safras, a queda prevista é de 1,6%.
No caso do arroz, a redução de área deve levar a uma produção de 11,3 milhões de toneladas, recuo de 11,5%, influenciada pela estagnação do consumo em 2025.
Os abates de bovinos aumentaram 5,6% em 2025 até o terceiro trimestre, mas o forte peso das fêmeas no total, de 49,9%, deve reduzir a oferta de animais em 2026.
A CNA projeta queda de 4,5% na produção de carne bovina no próximo ano, o que deve pressionar os preços da arroba e dos animais de reposição. A menor oferta de carne bovina pode ainda fortalecer a competitividade de outras proteínas.
No cenário internacional, a CNA prevê forte instabilidade em 2026. Os Estados Unidos devem seguir com uma postura comercial agressiva, alinhada à estratégia de reindustrialização e atração de investimentos.
As negociações conduzidas pelo governo Trump podem alterar fluxos globais do agronegócio. Se mantidas tarifas adicionais de 40% sobre produtos não incluídos em listas de exceção, o impacto pode chegar a US$ 2,7 bilhões ao ano para o Brasil, o equivalente a 22% das exportações do agro para o mercado americano. Entre agosto e novembro deste ano, as vendas brasileiras ao país caíram 37,85%.
No caso do acordo Mercosul-União Europeia, a CNA vê risco de salvaguardas contra produtos agrícolas do bloco sul-americano, o que pode reduzir os ganhos esperados.
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A Lei Antidesmatamento da UE foi adiada para entrar em vigor em dezembro de 2026 para grandes operadores e em junho de 2027 para pequenas e microempresas.
A China segue como ponto de atenção, investigações sobre importações de carne bovina podem levar à aplicação de salvaguardas que afetem todos os fornecedores. O Brasil responde por cerca de 50% das compras chinesas do produto.
A CNA também alerta para a possibilidade de um acordo entre China e EUA envolvendo soja americana, o que reduziria a participação brasileira no país asiático.
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Além disso, o 15º Plano Quinquenal chinês deve priorizar maior autossuficiência agrícola, regras mais rígidas para produtos estratégicos e alternativas ao uso de farelo de soja, o que pode redesenhar a demanda global do agro.
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