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São Paulo entra em 2026 com menores níveis de água desde 2013; Cantareira em 20%

Publicado 01/01/2026 • 07:52 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Água do Sistema Cantareira fecha dezembro em 20,18% e mantém São Paulo em faixa de restrição
  • Água segue sob alerta mesmo no período úmido, com risco de entrada na faixa especial
  • Água do Cantareira exige controle de consumo e gestão da demanda pela Sabesp
Crise hídrica em São Paulo pressiona o agronegócio com chuvas irregulares, reservatórios baixos e aumento do consumo de água

Crise hídrica em São Paulo pressiona o agronegócio com chuvas irregulares, reservatórios baixos e aumento do consumo de água

Sistema Cantareira água

A água disponível para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo entrou em 2026 no menor nível para este período desde 2013. O Sistema Cantareira, principal fonte de água da capital e do entorno, fechou dezembro com 20,18% do volume útil e seguirá operando em janeiro na Faixa 4 de Restrição, segundo dados das agências reguladoras.

Faixa de restrição mantém alerta sobre a água em janeiro

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP-Águas informaram que o Sistema Cantareira continuará na Faixa 4, com redução da pressão nas torneiras durante a noite, aplicada quando o volume útil de água fica entre 20% e 30%.

No último dia de 2025, o índice era inferior ao registrado no fim de novembro, quando o sistema marcava 20,99%. Caso o volume caia abaixo de 20%, o Cantareira entrará na Faixa 5 – Especial, com regras ainda mais severas de operação.

Gestão da água exige controle da demanda

Em nota conjunta, as agências pediram que a Sabesp adote medidas de controle da demanda e reforçaram a necessidade de economia de água pela população.

O objetivo é evitar que o sistema alcance o volume morto ou a faixa de emergência, o que poderia comprometer o abastecimento em larga escala na região metropolitana.

Retirada de água segue limitada pelo regulador

Com o Cantareira na Faixa 4, a Sabesp está autorizada a retirar até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) do sistema em janeiro de 2026, conforme regras definidas pela Resolução Conjunta nº 925/2017.

Além desse volume, a companhia pode complementar o abastecimento com água da bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na Usina Hidrelétrica Jaguari, em São José dos Campos. Na prática, o mecanismo funciona como uma transferência de água de um reservatório com maior disponibilidade para outro em situação mais crítica.

Período de chuvas não recupera níveis de água

Mesmo com o início do período úmido, que vai de outubro de 2025 a maio de 2026, o volume de água do Cantareira não apresentou recuperação em dezembro. Ao contrário, houve redução do volume útil ao longo do mês, mantendo o sistema em estado de atenção.

O cenário reforça a preocupação das autoridades com o consumo dos recursos hídricos nos primeiros meses do ano.

Importância do Cantareira para o abastecimento de água

O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e atende usos múltiplos da água, incluindo o fornecimento para Campinas e municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

O sistema é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — com volume útil total de 981,56 bilhões de litros.

Desde 2018, a interligação entre as represas Jaguari e Atibainha ampliou a segurança hídrica da Grande São Paulo, embora parte das águas monitoradas seja de domínio da União, por envolver rios com trechos em Minas Gerais.

Monitoramento diário da água segue em 2026

A ANA e a SP-Águas realizam acompanhamento diário dos níveis de água, vazões e volumes armazenados do Sistema Cantareira. A avaliação contínua serve para verificar se as regras de operação permanecem adequadas diante das condições hidrológicas e da demanda por abastecimento ao longo de 2026.

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