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Alckmin diz que Lei da Reciprocidade pode acelerar diálogo com os EUA após tarifaço

Publicado 28/08/2025 • 23:35 | Atualizado há 2 horas

Da Redação

KEY POINTS

  • Durante missão oficial no México, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou nesta quinta-feira (28) a decisão do governo brasileiro de acionar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
  • Segundo ele, a expectativa é de que o processo “ajude a acelerar as conversas e a construção de uma saída negociada”.
  • O vice-presidente citou o exemplo da China, que em disputas comerciais semelhantes conseguiu levar os EUA à mesa de negociação.
Vice-presidência da República, Geraldo Alckmin.

Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante missão oficial no México, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou nesta quinta-feira (28) a decisão do governo brasileiro de acionar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Alckmin explicou que a medida foi aprovada quase por unanimidade pelo Congresso Nacional e que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) terá 30 dias para formar um grupo de trabalho e avaliar se a denúncia contra os EUA será admitida.

“O Brasil não abre mão da sua soberania. No Estado democrático, os poderes são separados, mas de outro lado, nossa disposição é pelo diálogo e pela negociação”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é de que o processo “ajude a acelerar as conversas e a construção de uma saída negociada”.

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O vice-presidente citou o exemplo da China, que em disputas comerciais semelhantes conseguiu levar os EUA à mesa de negociação. “Não estamos nos valendo de outros exemplos, mas essa é a disposição que o Brasil sempre teve”, disse.

Alckmin ressaltou ainda os 201 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e destacou a complementariedade econômica entre os dois países. “Vou dar um exemplo do aço: nós somos o terceiro comprador de carvão siderúrgico dos EUA. Eles produzem o aço, que abastece setores como automóveis, aviação e maquinário. É uma integração que beneficia toda a sociedade, com produtos mais baratos e competitivos”, afirmou.

Questionado se já há reunião marcada com autoridades norte-americanas, o vice-presidente respondeu que, até o momento, não há encontros agendados, mas que informará caso sejam confirmados.

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