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Lula: quando Trump quiser conversar, o ‘Lulinha paz e amor’ está aqui
Publicado 28/08/2025 • 15:35 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 28/08/2025 • 15:35 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (28) que o “Lulinha paz e amor” está pronto para conversar sempre que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quiser discutir sobre tarifas.
Lula criticou a postura do líder americano e afirmou que não há mais espaço para “imperador” no mundo. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Balanço Geral MG, da Rede Record.
“Ninguém pode dizer que eu não quero negociar. O problema é que os americanos não querem conversa. A gente tem três ministros de peso para negociar (Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Mauro Vieira). Mas ninguém dos Estados Unidos quer abrir diálogo”, afirmou Lula. “O presidente americano se acha o dono do mundo. Ele acha que pode falar o que quiser e os outros têm que abaixar a cabeça. E ainda ficam dizendo: ‘Ah, o Lula que tinha que ligar’. Eu não”.
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Lula disse ainda que “faz muito tempo que aprendeu a andar de cabeça erguida” e que “homem de verdade não se humilha diante de ninguém”. Ele também destacou que o presidente dos EUA nem sequer enviou uma carta para ele e aproveitou para criticar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pelas declarações feitas contra sua gestão.
“Se ele estudasse um pouco, se parasse de bancar o humilde de mentira e encarasse a realidade, saberia que a gente tem outros caminhos para vender nossos produtos”, continuou Lula. “No começo do século, as exportações americanas eram 20% das exportações do Brasil. Hoje, são só 12%. E desses 12%, apenas 4% foram taxados acima do normal.”
Lula também afirmou que o comércio do Brasil com a China é o dobro do que mantém com os Estados Unidos — são US$ 160 bilhões (R$ 866,8 bilhões) contra US$ 80 bilhões (R$ 433,4 bilhões).
Segundo ele, enquanto a relação com os chineses gera um superávit de mais de US$ 30 bilhões (R$ 162,5 bilhões), com os norte-americanos o saldo é negativo, acumulando, em 15 anos, um prejuízo de cerca de US$ 410 milhões (R$ 2,2 bilhões).
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