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Após operação na Venezuela, Trump faz novas declarações sobre a América Latina; veja o que ele disse
Publicado 05/01/2026 • 09:20 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 05/01/2026 • 09:20 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Andrew Caballero-Reynolds / AFP
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, observa enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, discursa após anunciar a nova iniciativa Frota Dourada da Marinha dos EUA, revelando uma nova classe de navios de guerra, em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, em 22 de dezembro de 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter conversado com a presidente empossada da Venezuela, Delcy Rodríguez, e disse que, caso ela não coopere com Washington, “terá um destino pior do que o de Nicolás Maduro”. Segundo Trump, o ex-presidente venezuelano “não resistiu à captura”, realizada na madrugada de sábado (3), em Caracas.
De acordo com o presidente americano, a operação na Venezuela teve como objetivo retomar o controle da infraestrutura petroleira do país, o que exigiria acesso total ao território venezuelano. Trump afirmou ainda que Maduro foi capturado por ter enviado “criminosos, traficantes e pacientes de manicômios” para os Estados Unidos.
“A operação na Venezuela foi sobre paz em nosso hemisfério”, declarou Trump, ao dizer que retomou a Doutrina Monroe, diretriz histórica da política externa dos EUA para a América Latina, que classificou como “supostamente esquecida” por governos anteriores.
No campo diplomático, o republicano afirmou que a atuação americana na América do Sul não deve afetar sua relação com o presidente da China, Xi Jinping, que criticou a captura de Maduro.
Ainda no cenário internacional, Trump rebateu a alegação do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que a Ucrânia teria realizado um ataque com drone contra a residência presidencial russa. Segundo ele, a versão apresentada por Moscou não é crível, e afirmou que ficaria “muito irritado” caso um ataque desse tipo tivesse realmente ocorrido.
Em entrevista a bordo do Air Force One, Trump classificou a Colômbia como um “vizinho doente que gosta de vender cocaína para os Estados Unidos” e afirmou que o presidente colombiano, Gustavo Petro, “não ficará lá por muito tempo”. Ele também indicou que Washington pode realizar operações contra fábricas de cocaína em território colombiano.
O presidente não detalhou quando ou como essas ações poderiam ocorrer, mas afirmou que os Estados Unidos não irão tolerar países que, segundo ele, alimentam o tráfico de drogas direcionado à população americana.
Em resposta, o presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu no domingo (4) às ameaças e acusações feitas por Trump, que afirmou, sem apresentar provas, que Petro seria um líder do narcotráfico.
Petro criticou duramente a ação militar do governo americano na região e acusou os Estados Unidos de “sequestro” de Nicolás Maduro, capturado em Caracas após os bombardeios realizados por Washington na madrugada de sábado.
“Meu nome (…) não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump”, escreveu Petro na rede social X.
Em reação, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia classificou as declarações do presidente dos Estados Unidos como uma “ingerência inaceitável” e cobrou “respeito” por parte de Washington.
Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, os dois líderes acumulam atritos recorrentes, especialmente em temas ligados à política tarifária e à agenda migratória.
Leia também: Cuba diz que teve 32 agentes mortos durante captura de Maduro
Trump descartou a necessidade de uma intervenção direta em Cuba e afirmou acreditar que o regime cubano cairá sozinho com o fim da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela.
“Os seguranças de Maduro eram cubanos, ele enviava dinheiro para Cuba”, disse. Segundo o presidente, os cubanos que vivem nos Estados Unidos ficarão satisfeitos com o fim do regime castrista.
Leia também: Primeiro-ministro da Groenlândia reage após a nova ameaça de anexação de Trump: “Já chega!”
O presidente também afirmou que “é preciso fazer algo em relação ao México” e declarou que os cartéis de drogas são “muito fortes e governam o país”, o que representaria uma ameaça direta aos Estados Unidos.
Trump disse que, em todas as conversas com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, oferece o envio de tropas americanas para combater o crime organizado. Segundo ele, Sheinbaum teria “medo” de enfrentar os cartéis.
O presidente não detalhou se há planos concretos para uma ação militar, mas afirmou que Washington seguirá pressionando para conter o tráfico de drogas e a atuação de organizações criminosas transnacionais que operam a partir do país vizinho.
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