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Homem é condenado pelo assassinato de Tupac Shakur 30 anos depois; veja o impacto do rapper na indústria
Publicado 01/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 01/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
Um júri considerou Duane “Keffe D” Davis culpado de orquestrar o assassinato de Tupac Shakur em 1996, mais de 30 anos após a morte do rapper. A condenação marca o primeiro desfecho judicial de um caso que permaneceu sem solução por décadas e que envolveu uma das figuras mais influentes da história do hip-hop.
Davis, de 63 anos, foi condenado nesta segunda-feira (31) por homicídio com uso de arma letal e pode receber prisão perpétua. O júri deliberou por três horas após um julgamento que durou semanas em Las Vegas.
Durante as alegações finais, o vice-procurador distrital Binu Palal afirmou que Davis adquiriu uma arma e “saiu à caça” de Shakur e do cofundador da Death Row Records, Marion “Suge” Knight, depois que os dois espancaram o sobrinho de Davis naquela noite.
Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, era apontado como possível autor dos disparos. Outro homem que estava no banco traseiro do Cadillac também chegou a ser considerado suspeito.
A investigação permaneceu paralisada durante anos. Segundo a polícia, declarações dadas por Davis em 2018 a veículos de comunicação sobre seu envolvimento no tiroteio ajudaram a reativar o caso.
Davis afirmou em entrevistas e em seu livro de memórias de 2019, “Compton Street Legend”, que estava no banco do passageiro da frente do Cadillac e havia entregado a arma a um dos dois homens sentados no banco traseiro. No entanto, nem Davis nem as autoridades identificaram quem efetuou os disparos contra Shakur.
Os outros três homens que estavam no Cadillac com Davis já morreram. Pela legislação de Nevada, uma pessoa pode ser acusada de homicídio mesmo sem ter efetuado os disparos, caso tenha participado do crime.
A trajetória de Tupac também passou por uma importante operação financeira com a Death Row Records, gravadora comandada por Suge Knight. Enquanto estava preso, o rapper assinou um contrato para gravar três álbuns pela companhia.
O acordo previa um adiantamento de pelo menos US$ 1 milhão pelo primeiro álbum, além de US$ 125 mil para a compra de um carro, US$ 120 mil em despesas durante 12 meses e US$ 250 mil destinados a custos jurídicos. Tupac também teria direito a royalties de 18% sobre as vendas, com bônus adicionais conforme os álbuns alcançassem determinadas marcas comerciais.
A negociação esteve ligada à saída do rapper da prisão. Suge Knight ajudou a viabilizar a fiança de US$ 1,4 milhão que permitiu a libertação de Tupac em outubro de 1995, enquanto ele aguardava o recurso de sua condenação.
Documentos apresentados posteriormente por Afeni Shakur, mãe do artista, contestaram a versão de que Knight teria arcado sozinho com o valor. Segundo os documentos, a operação envolveu garantias vinculadas aos royalties futuros de Tupac.
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Siga o Times | CNBCPoucos meses depois de deixar a prisão, Tupac lançou “All Eyez on Me”, álbum duplo pela Death Row Records que se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira.
O artista ultrapassou 75 milhões de discos vendidos mundialmente. “All Eyez on Me” e a coletânea “Greatest Hits” receberam certificação de diamante nos Estados Unidos, cada uma com mais de 10 milhões de unidades.
Os números ajudam a dimensionar o valor comercial alcançado pelo rapper em um período curto. O contrato firmado enquanto estava preso colocou Tupac no centro de uma operação que combinava música, gravadora, royalties e direitos sobre sua produção artística.
A trajetória, porém, foi interrompida menos de um ano depois. Tupac foi baleado em Las Vegas em setembro de 1996 e morreu seis dias depois, aos 25 anos.
A morte não encerrou a relevância comercial do rapper. Seu catálogo permaneceu associado à história do hip-hop e continuou gerando interesse entre fãs e no mercado musical.
O caso também está ligado à rivalidade entre artistas e grupos da Costa Oeste e da Costa Leste dos Estados Unidos. Em seu livro, Davis escreveu que por muito tempo foi considerado suspeito dos assassinatos de Shakur e de seu rapper rival, The Notorious B.I.G., morto a tiros em Los Angeles em março de 1997.
O assassinato de B.I.G. continua sem solução. Investigadores especulam que a morte do rapper possa ter sido uma retaliação pelo assassinato de Tupac, ocorrido meses antes.
Três décadas depois, a condenação de Davis encerra uma parte da história judicial de um dos casos mais conhecidos da indústria musical.
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