CNBC

CNBCEUA atacam Irã após novas ofensivas contra navios no Estreito de Ormuz, diz Centcom

Notícias do Brasil

Redata pode reduzir custo de data centers no Brasil e atrair novos investimentos

Publicado 01/09/2026 • 14:30 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Redata prevê suspensão de impostos federais por cinco anos para equipamentos de data centers.
  • Data center de 100 MW pode custar 27% mais no Brasil que nos EUA, segundo estudo da FGV.
  • Custo de equipamentos e tributação sobre energia ainda desafiam a expansão do setor.

O Brasil pode ampliar sua posição no mercado global de data centers caso avance com o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Cíntia Baral, diretora jurídica da CTC Infra, afirmou que o programa pode reduzir custos de implantação e estimular novos investimentos no setor.

O Senado vota o Redata nesta quarta-feira (27). O programa prevê a suspensão, por cinco anos, de impostos federais sobre equipamentos destinados à instalação ou ampliação de data centers, incluindo PIS, Cofins, IPI e, nos casos previstos, Imposto de Importação.

Segundo a estimativa apresentada durante a entrevista, o programa terá impacto fiscal de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 1 bilhão nos anos seguintes. Em contrapartida, as empresas beneficiadas terão de cumprir exigências como destinar ao menos 10% da capacidade de processamento e armazenamento ao mercado interno, utilizar energia limpa ou renovável e investir no país o equivalente a 2% do valor dos equipamentos incentivados.

Para Cíntia, o incentivo pode representar um primeiro passo para reduzir uma das principais barreiras à expansão do setor no país: o custo dos equipamentos importados. Segundo a executiva, esses componentes representam cerca de metade do investimento em um data center.

“O Redata vai muito além. Os data centers são estratégicos para toda uma cadeia de fornecedores, de grandes construções, de geradores de empregos, de projetos de grande porte em todo o Brasil”, afirmou.

Brasil já é protagonista, mas ainda é caro

O país já ocupa uma posição relevante no mercado latino-americano de data centers. Cíntia destacou a capacidade energética renovável, a extensão territorial e o tamanho do mercado consumidor brasileiro como vantagens competitivas para atrair novos projetos.

A expansão, porém, esbarra nos custos. Segundo a executiva, o Brasil ainda não é competitivo em relação a mercados como Chile, México e Estados Unidos quando se considera o custo total de instalação.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas citado durante a entrevista aponta que um data center de 100 MW, com investimento de US$ 5 bilhões, apresenta custo cerca de 27% maior no Brasil do que a referência americana. Com o Redata, essa diferença poderia cair para aproximadamente 18%.

“Ainda nós não somos competitivos no preço por megawatt que é instalado”, explicou Cíntia. Para ela, a redução de impostos federais sobre equipamentos pode ajudar a diminuir o custo de implantação, mas não elimina todas as barreiras.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Energia ainda pesa no investimento

A tributação sobre energia aparece como outro ponto relevante para a competitividade do setor. Cíntia afirmou que, mesmo com uma eventual desoneração federal, os estados ainda precisam discutir medidas relacionadas ao ICMS.

Segundo a executiva, a energia é um componente essencial para a operação dos data centers e já impulsiona investimentos em fontes renováveis. Ela citou bilhões de reais em projetos de energia renovável no estado de São Paulo voltados ao atendimento dessa demanda.

“O fator energia é essencial e o investimento em energias renováveis tem sido impulsionado pelos data centers”, afirmou.

Na avaliação da diretora jurídica da CTC Infra, uma segunda etapa de desoneração, envolvendo os estados, será necessária para aproximar o Brasil dos custos praticados em outros mercados.

Expansão pode chegar a outras regiões

A infraestrutura brasileira de data centers está concentrada principalmente em São Paulo, mas novos projetos começam a surgir em outras regiões. Cíntia citou movimentos no Nordeste, Norte e Sul do país.

A expansão pode acompanhar o crescimento da demanda por computação e armazenamento de dados, especialmente com o avanço das aplicações de inteligência artificial.

“O Brasil consegue muito bem se posicionar”, afirmou. Para a executiva, a combinação entre capacidade energética, mercado consumidor e disponibilidade territorial cria condições para que o país amplie sua participação no setor.

O desafio agora é transformar essas vantagens em competitividade de custos. O Redata representa uma das iniciativas para isso, mas a discussão sobre tributação estadual e infraestrutura energética ainda deve definir o ritmo de novos investimentos.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil