Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Especialista aponta possíveis argumentos do BC para vetar a compra do Banco Master pelo BRB
Publicado 04/09/2025 • 17:02 | Atualizado há 1 ano
Brasil vota em segundo turno acirrado entre Lula e Bolsonaro
O que Democratas e Republicanos mais temem antes das eleições de meio de mandato nos EUA? Pesquisa da CNBC responde
Lula e Bolsonaro mobilizam apoiadores na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil
Arábia Saudita diz ter interceptado mísseis e drones dos Houthis a caminho de Riad e outras cidades neste domingo (25)
França vê protestos pressionarem mercados e investidores avaliam riscos para o déficit, o crescimento e setores expostos
Publicado 04/09/2025 • 17:02 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Embora o conteúdo da decisão ainda não tenha sido divulgado, especialistas já apontam que argumentos podem ter sido usados pelo Banco Central para barrar a operação de R$ 2 bilhões que daria ao BRB o controle de 58% do Banco Master. Segundo o advogado Mozar Carvalho, especialista em Direito Bancário e Regulatório, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o veto deve estar ligado a critérios de prudência, estabilidade do sistema financeiro, solidez e liquidez do comprador — fatores que vão além da análise concorrencial feita pelo Cade, que havia aprovado o negócio.
A operação previa que o BRB comprasse 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais, alcançando controle de 58% do capital do Banco Master. Do ponto de vista concorrencial, não havia obstáculos, mas o Banco Central aplica filtros adicionais.
“O Banco Central preza muito pela prudência, pela estabilidade. Ele leva em consideração critérios como solidez, liquidez, músculo de capital de quem vai comprar e se a operação pode transferir risco para o sistema financeiro”, afirmou Carvalho.
O especialista ressaltou que a análise do BC é mais técnica e profunda do que a de outros órgãos. “Além da parte societária, o Banco Central verifica se o novo controlador tem capacidade de gestão de risco, se haverá concentração de risco no setor público e se serão necessárias blindagens adicionais. O BC zela pela eficiência do sistema e isso orienta as decisões dele.”
Leia mais:
Linha do tempo: veja em detalhes o histórico da negociação de compra do Banco Master pelo BRB
Banco Master espera explicações do BC para tentar reverter decisão que vetou venda ao BRB
Apesar do veto, Carvalho vê espaço para negociação. Segundo ele, o BRB pode ingressar com recurso administrativo pedindo reconsideração. “O banco já declarou que vai buscar alternativas cabíveis. O recurso é importante porque, a partir da intimação da decisão, o BRB tem dez dias para apresentar sua contestação”, explicou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEm entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o advogado Mozar Carvalho, especialista em Direito Bancário e Regulatório, explicou os motivos que podem ter levado o Banco Central a vetar a compra do Banco Master pelo BRB, apesar da aprovação do Cade. “São dois órgãos diferentes; o Cade zela pela concorrência e o Banco Central zela pela estabilidade. Então são lentes diferentes, que também tomam decisões distintas”.
Ele detalhou a operação, estimada em R$ 2 bilhões, e que daria ao BRB o controle de 58% do Banco Master: “O BRB compraria 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. Isso daria um controle total do capital de 58%. A aprovação concorrencial já havia sido resolvida pelo Cade, só faltava a do Banco Central”.
Segundo o advogado, a decisão do BC ainda não foi publicada com todos os detalhes, mas a autarquia costuma agir com cautela. “O Banco Central preza muito pela prudência, pela estabilidade. E ele leva em consideração critérios como solidez, liquidez, músculo de capital de quem vai comprar e se essa operação transfere risco para o sistema financeiro”.
Carvalho destacou que a análise do BC é muito mais técnica e profunda do que a de outros órgãos. “Além da parte societária, o Banco Central verifica se o novo controlador tem capacidade de gestão de risco, se haverá concentração de risco no setor público e se serão necessárias blindagens adicionais. O BC zela pela eficiência do sistema e isso orienta as decisões dele”.
Em relação aos próximos passos do BRB, ele afirmou que ainda há margem para negociação. “Hoje, o caminho mais correto seria o BRB tentar uma reconsideração junto ao Banco Central. O banco já declarou que vai buscar alternativas cabíveis, e o primeiro passo é um recurso administrativo. Esse recurso é importante porque, a partir da intimação da decisão, o BRB tem dez dias para apresentar sua contestação”.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: TSE paralisa divulgação com 0,25% dos votos do segundo turno após STF prorrogar horário de votação
2
DECISÃO 2026: STF determina ao TSE prorrogar votação por duas horas em todo o Brasil
3
Especial DECISÃO 2026 Times Brasil | CNBC no ar: acompanhe a apuração dos votos com análise ao vivo
4
GERP – ÚLTIMA ANTES DA ELEIÇÃO: Instituto que acertou primeiro turno dá 52% para Flávio e 48% para Lula
5
DECISÃO 2026: o que acontece se a biometria não funcionar na hora de votar?