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DECISÃO 2026: o que acontece se a biometria não funcionar na hora de votar?
Publicado 24/10/2026 • 08:30 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 24/10/2026 • 08:30 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
Foto: divulgação
DECISÃO 2026: o que acontece se a biometria não funcionar na hora de votar
O reconhecimento da biometria é uma das etapas de identificação do eleitor na seção eleitoral. No entanto, se a urna não reconhecer a impressão digital, a pessoa ainda poderá votar, desde que a equipe responsável confirme sua identidade e não exista impedimento eleitoral.
A Resolução nº 23.759, de 2 de março de 2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reúne regras sobre os direitos, os deveres e os procedimentos relacionados à participação dos eleitores nas eleições. Entre as orientações, o texto estabelece o que a mesa receptora deve fazer quando o equipamento não reconhece a digital.
Leia também: DECISÃO 2026: por que alguns locais de votação mudaram para o segundo turno?
De acordo com o artigo 19, a leitura da biometria pode ser repetida por até quatro vezes, conforme as mensagens exibidas no terminal do mesário. Se o sistema continuar sem reconhecer a impressão digital, o presidente da mesa deve conferir os dados do eleitor e realizar uma nova tentativa de identificação.
Caso a biometria continue sem funcionar, o procedimento prevê uma alternativa para confirmar a identidade da pessoa. O presidente da mesa receptora deve perguntar o ano de nascimento do eleitor e digitar a informação no terminal do mesário.
Se o ano informado coincidir com o dado registrado no Cadastro Eleitoral, o presidente poderá autorizar a votação. A regra busca evitar que uma falha no reconhecimento biométrico impeça o exercício do voto quando a identidade do eleitor estiver confirmada.
A resolução também prevê um procedimento específico para quem não tem biometria cadastrada. Nesse caso, a habilitação para votar ocorre por meio da digitação do ano de nascimento informado pela própria pessoa.
Se a urna não aceitar o ano digitado, o presidente da mesa deverá repetir a pergunta e inserir novamente a informação. Caso o sistema continue sem reconhecer o dado, o eleitor será orientado a entrar em contato com a Justiça Eleitoral para consultar o ano de nascimento que consta no cadastro e tentar votar novamente.
A confirmação da identidade é fundamental para liberar a votação. Por isso, antes de autorizar o voto, a equipe da seção deve conferir as informações apresentadas pelo eleitor e verificar se existe algum impedimento registrado.
Quando a biometria não funciona, o presidente da mesa pode digitar novamente o CPF ou o número do título eleitoral para conferir os dados. Também deve verificar se o nome do eleitor corresponde ao registro no caderno de votação.
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Siga o Times | CNBCA resolução determina ainda que as ocorrências relacionadas a esse procedimento sejam registradas na ata da mesa receptora de votos. Dessa forma, a equipe documenta o que aconteceu durante a tentativa de identificação.
Em algumas situações, sim. A Resolução nº 23.759/2026 estabelece que eleitores habilitados por código para votar em razão da ausência, insuficiência ou desatualização da identificação biométrica devem receber orientação para regularizar os dados junto à Justiça Eleitoral.
Nesse caso, o presidente da mesa receptora deve orientar a pessoa a procurar uma unidade de atendimento eleitoral depois da reabertura do cadastro, para atualizar as informações biográficas e biométricas.
Leia também: DECISÃO 2026: como funciona a votação para quem tem deficiência visual?
A norma também esclarece que eventuais falhas ou a ausência de arquivos de impressão digital, fotografia ou assinatura digitalizada no banco de dados do Cadastro Eleitoral não impedem, por si só, o exercício do voto. A Justiça Eleitoral deverá convocar a pessoa posteriormente para resolver as pendências identificadas.
Portanto, quem enfrentar problemas com a biometria no dia da eleição não deve presumir que perdeu o direito de votar. A equipe da seção precisa seguir os procedimentos previstos para confirmar a identidade e verificar se a pessoa está apta a participar do pleito.
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