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CNBCFrança vê protestos pressionarem mercados e investidores avaliam riscos para o déficit, o crescimento e setores expostos

Conflito no Oriente Médio

Arábia Saudita diz ter interceptado mísseis e drones dos Houthis a caminho de Riad e outras cidades neste domingo (25)

Publicado 25/10/2026 • 10:35 | Atualizado há 10 minutos

KEY POINTS

  • Coalizão saudita diz ter interceptado 11 mísseis balísticos, um de cruzeiro e dois drones lançados pelos Houthis
  • Aeroporto de Riad reabre neste domingo, após ataque de 10 de outubro que matou ao menos 13 pessoas
  • Mercado de petróleo abre a semana sob tensão, após Brent fechar a US$ 116,72 na sexta-feira, no maior nível em seis meses
Como a Arábia Saudita pretende transportar mais petróleo para o mercado global Houthis

Foto: wikimedia commons

Como a Arábia Saudita pretende transportar mais petróleo para o mercado global

A troca de ataques entre a Arábia Saudita e os Houthis, grupo iemenita aliado do Irã, continuou neste domingo (25). A coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen afirmou ter interceptado mísseis e drones lançados pelo grupo contra cidades do país, entre elas a capital, Riad.

O conflito, somado a falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis novos ataques ao Irã depois das eleições legislativas de meio de mandato, pressionou o petróleo na semana passada. Agora, o mercado se prepara para reagir ao tema na abertura de segunda-feira (26).

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Coalizão intercepta mísseis e drones

O porta-voz da Coalizão para Restaurar a Legitimidade no Iêmen, Turki Al-Maliki, disse à agência oficial Saudi Press Agency que dois drones e um míssil balístico foram “interceptados e destruídos” quando seguiam para Riad.

Além disso, 10 mísseis balísticos lançados pelos Houthis em direção ao sul da Arábia Saudita também foram interceptados, assim como um míssil de cruzeiro que se dirigia à cidade de Khamis Mushait.

Houthis dizem ter atacado aeroportos e instalações de energia

Por sua vez, os Houthis afirmaram em publicação no Telegram que realizaram “sete operações militares qualitativas” com mísseis balísticos e drones.

Entre os alvos, segundo o grupo, estavam o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e instalações da petrolífera Saudi Aramco em Yanbu, na costa oeste do país, além de outros aeroportos e instalações de energia. A Aramco não respondeu de imediato ao pedido de comentário da CNBC.

Aeroporto de Riad retoma operações

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Em aviso a viajantes, o Aeroporto Internacional Rei Khalid informou que volta a funcionar neste domingo, com o Terminal 1 para voos domésticos e o Terminal 2 para rotas internacionais.

As operações estavam suspensas desde sábado (10), após um ataque que matou ao menos 13 pessoas e feriu cerca de 300. O episódio é o mais letal contra a Arábia Saudita em mais de uma década.

Trump alimenta temor de novos ataques ao Irã

Enquanto os Houthis e a Arábia Saudita trocam ataques nas últimas semanas, aumenta entre investidores a preocupação de que os Estados Unidos retomem os ataques ao Irã. Na semana passada, o governo americano ordenou que funcionários não emergenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita.

Na quarta-feira (21), Trump disse que os EUA não negociam com o Irã e que algo aconteceria “em breve”. As falas ocorreram quando autoridades americanas disseram ao jornal The New York Times que EUA e Israel têm planos de novos ataques ao Irã depois das eleições legislativas, marcadas para terça-feira (3 de novembro).

Amrita Sen, fundadora e diretora da consultoria Energy Aspects, disse ao programa Squawk Box Europe, da CNBC, na sexta-feira (23), que há cada vez mais temores de escalada no Oriente Médio. “A pergunta já não é se isso vai acontecer, mas quando”, afirmou. Segundo ela, a avaliação da empresa é que o movimento é mais provável depois das eleições do que antes.

Petróleo chega à abertura da semana sob tensão com Houthis e Irã

Os investidores acompanham, a partir de segunda-feira (26), como o petróleo reage ao conflito entre sauditas e Houthis e ao temor de novos ataques ao Irã. Como referência, os contratos futuros do Brent subiram 3,1% na sexta-feira e fecharam a US$ 116,72 o barril, o maior valor de fechamento do referencial internacional desde 29 de abril. O WTI, referência dos EUA, avançou 3,8% e terminou a US$ 103,27.

Na semana, o Brent acumulou alta de 6,2%, a terceira semana seguida de ganhos. O WTI subiu 2,3% no período.

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