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BC nomeia liquidante para Banco Pleno e reforça intervenção no caso Master
Publicado 18/02/2026 • 12:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 18/02/2026 • 12:40 | Atualizado há 1 hora
Acervo Estadão Conteúdo
O Banco Central (BC) nomeou o advogado José Eduardo Victória como liquidante do Banco Pleno (ex-Voiter) e da Pleno DTVM, instituições ligadas ao entorno do Banco Master e que tiveram a liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira (18).
Especialista em liquidações, falências e direito bancário, Victória já atuou em outros processos semelhantes e será responsável por conduzir a dissolução das instituições e a apuração de ativos e passivos.
Leia também: Banco Pleno: o que acontece com sua conta após a liquidação pelo BC
José Eduardo Victória tem experiência em processos de liquidação extrajudicial, incluindo:
Diferentemente de outros liquidantes nomeados em empresas do conglomerado Master, Victória não é servidor do Banco Central. Ele atua como sócio-administrador do escritório Mattos, Rodeguer Neto e Victória (MRV Advogados), em São Paulo.
Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM foi decretada porque as instituições não tinham liquidez suficiente para honrar compromissos de curtíssimo prazo.
A avaliação técnica indicou deterioração acelerada da situação financeira, levando à decisão de intervenção.
Apesar da conexão com o caso Master, o BC classifica o episódio como um caso mais simples, sem relação direta com as suspeitas de fraude que atingiram o conglomerado liderado por Daniel Vorcaro.
Leia também: Quem é Augusto Ferreira Lima, o controlador por trás do Banco Pleno
O Banco Pleno tem origem no antigo Banco Voiter, que foi vendido pelo Banco Master para o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, em julho de 2025.
Para autorizar a operação, o Banco Central impôs uma série de condições, incluindo:
A restrição à emissão de CDBs dificultou a estratégia de captação do banco, ao mesmo tempo em que a instituição precisava honrar títulos já emitidos.
Augusto Lima vinha realizando aportes financeiros e tentando diversificar as fontes de financiamento, mas enfrentou dificuldades para sustentar o modelo de negócios.
Sem a possibilidade de expandir a captação via CDBs, o banco ficou mais dependente de capital próprio, enquanto mantinha obrigações com investidores.
Técnicos do Banco Central, que monitoravam o caixa da instituição diariamente, identificaram que a situação vinha se deteriorando progressivamente. Recentemente, a avaliação foi de que o banco não teria condições de cumprir nem compromissos imediatos, o que levou à liquidação.
A liquidação do Banco Pleno ocorre dentro de um cenário mais amplo de intervenções do Banco Central no sistema financeiro, após a crise do Banco Master.
Desde novembro de 2025, a autoridade monetária vem desmontando o conglomerado ligado a Vorcaro, diante de insolvência, suspeitas de irregularidades contábeis e risco sistêmico.
A diferença, neste caso, é que o Banco Pleno é tratado como um problema de liquidez isolado, ainda que inserido no ambiente de instabilidade gerado pelo colapso do grupo.
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