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Brasil negocia terras raras com Índia e mira mercado estratégico
Publicado 20/02/2026 • 15:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/02/2026 • 15:45 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Gemini
O governo federal busca fechar um acordo sobre minerais críticos e terras raras com a Índia durante reunião com o primeiro-ministro Narendra Modi, prevista para este sábado (21). A negociação ocorre em meio a uma disputa global por insumos considerados estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, minerais essenciais para a produção de veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de avião e equipamentos militares. Apesar disso, a cadeia global ainda é amplamente dominada pela China, que concentra a produção e o processamento desses materiais.
A aproximação com a Índia ocorre em um contexto de reorganização das cadeias de suprimentos, impulsionada por tensões comerciais e pela busca de maior segurança no acesso a recursos estratégicos.
Leia também: Embraer fecha acordo na Índia e mira novo polo aeroespacial global
O acordo em discussão pode fortalecer a posição do Brasil como fornecedor relevante de minerais críticos, ampliando oportunidades de exportação e atraindo investimentos para o setor.
A Índia, que busca reduzir sua dependência da China, vem expandindo sua produção doméstica e investindo em reciclagem de materiais, além de diversificar parceiros comerciais. Nesse cenário, o Brasil surge como um fornecedor potencial com reservas significativas ainda pouco exploradas.
Segundo fontes oficiais, a expectativa é a assinatura de um memorando de entendimento durante as reuniões, como parte de um esforço mais amplo para reforçar as relações comerciais entre os dois países.
A agenda inclui também a ampliação de parcerias industriais e tecnológicas, com foco em cadeias de valor estratégicas. O movimento dialoga com iniciativas globais de países que tentam reduzir riscos associados à concentração da produção em poucos mercados.
Leia também: Brasil recusa projeto global de Trump sobre terras raras; entenda o que está em jogo
A negociação ocorre em um momento de crescente competição internacional por minerais essenciais para a economia de baixo carbono e para setores de defesa e tecnologia.
Especialistas apontam que a formação de parcerias entre países em desenvolvimento pode ganhar relevância nesse cenário. Segundo Rishabh Jain, do think tank Council on Energy, Environment and Water, alianças entre países do chamado Sul Global são fundamentais para garantir acesso diversificado a recursos e influenciar as regras do comércio internacional.
O Brasil também enfrenta, assim como a China, tensões comerciais com os Estados Unidos, o que reforça a importância de diversificar mercados e reduzir riscos.
Com cerca de 1,5 bilhão de habitantes, a Índia é hoje o país mais populoso do mundo e já figura como o 10º principal destino das exportações brasileiras. O comércio bilateral entre os dois países superou US$ 15 bilhões em 2025.
Nesse contexto, o avanço de um acordo sobre minerais críticos pode consolidar uma nova frente de cooperação estratégica, com impacto direto na indústria, na energia e na inserção do Brasil no comércio global.
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