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Caso Master: conheça e estratégia da defesa de Vorcaro para levar a investigação para o STF
Publicado 01/12/2025 • 21:33 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 01/12/2025 • 21:33 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Divulgação/Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Um documento apreendido pela Polícia Federal em endereços de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, menciona o deputado João Carlos Bacelar Filho (PL-BA) e passou a ser usado pela defesa do banqueiro como argumento para tirar o caso da primeira instância. Os advogados querem que a investigação passe ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o parlamentar tem foro privilegiado. A informação foi revelada pelo Estadão e confirmada pelo próprio Bacelar ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O deputado afirma que atuou na estruturação de um fundo para erguer um empreendimento imobiliário em Porto Seguro (BA), e que Vorcaro demonstrou interesse no projeto. Segundo ele, houve reuniões e troca de documentos, mas o negócio não avançou.
“Ele me fez uma consulta sobre um imóvel em Porto Seguro, que não se concretizou. Quando o banco começou a entrar em dificuldade, ele pediu mais um tempo para poder exercer a opção. Foi feito um documento dando a opção de compra a Daniel Vorcaro”, afirmou Bacelar ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
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Justiça manda soltar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Diante da apreensão do documento que cita o deputado, a defesa de Daniel Vorcaro entrou na sexta-feira (28) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que toda a investigação seja redistribuída para a Corte. Os advogados afirmam que o caso é semelhante ao da Operação Overclean, da Polícia Federal na Bahia, que acabou deslocada ao STF após aparecerem documentos relacionados a uma transação imobiliária entre um dos investigados e um parlamentar.
O pedido foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli e faz parte da estratégia de retirar o caso da primeira instância, responsável pela ordem de prisão preventiva do empresário. No mesmo dia em que a ação chegou ao STF, a desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, revogou as prisões de Vorcaro e de outros quatro investigados.
A PF, porém, ainda não vê motivo para mudança de foro. Como o material recolhido na Operação Compliance Zero ainda está em análise, não há até agora qualquer indício de irregularidade relacionado ao negócio imobiliário citado, nem elementos que justifiquem enviar o caso ao Supremo.
Vorcaro deixou a prisão no último sábado (30), após 12 dias detido. Ele foi preso em 17 de novembro no aeroporto de Guarulhos quando se preparava para embarcar para fora do país. A Operação Compliance Zero apura indícios de fraude em transações entre o Master e o Banco de Brasília (BRB), incluindo operações bilionárias que teriam sido lastreadas por carteiras de crédito “fabricadas”.
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Além de Vorcaro, outros diretores e sócios do Master foram presos, e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acabou afastado. Segundo a PF, os indícios apontam para um esquema que pode ter movimentado até R$ 12 bilhões. As apurações começaram em 2024, após o Ministério Público Federal levantar suspeitas de que o banco criava carteiras de crédito sem lastro e as vendia a outras instituições, substituindo os títulos posteriormente por ativos sem avaliação técnica adequada após fiscalização do Banco Central.
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