Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Missão brasileira nos EUA: CNI admite que alívio tarifário não será imediato, mas aposta em diálogo
Publicado 03/09/2025 • 20:44 | Atualizado há 5 meses
BCE amplia acesso global à liquidez em euros e tenta fortalecer moeda
Três sinais de que você e seu parceiro podem ser financeiramente incompatíveis
Conheça a designer de 47 anos que faz vestidos de US$ 8 mil para patinadoras olímpicas
O que vem a seguir para Cuba? Trump aumenta a pressão enquanto a ilha fica sem combustível de aviação
Interesses dos EUA e da Europa estão “interligados”, diz Rubio
Publicado 03/09/2025 • 20:44 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Ricardo Alvarez Alban, afirmou nesta quarta-feira (3), em Washington, que a redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil não deve acontecer no curto prazo. Segundo ele, a expectativa mais realista é a de conseguir novas isenções pontuais, enquanto se constrói um caminho político e técnico para reduzir as barreiras de forma mais ampla.
Alban destacou que o momento é de abrir canais de diálogo e mostrar aos americanos que existe espaço para um acordo “de ganha-ganha”. “No curtíssimo prazo, não temos a perspectiva da redução de tarifas, mas sim de novas isenções. Primeiro é preciso criar uma ponte entre os dois países e depois trabalhar para reduções maiores”, afirmou, estimando que esse processo poderá avançar “em alguns meses”.
Leia mais:
CNA leva defesa do agro brasileiro a audiência pública em Washington
‘Tarifas são infundadas’; veja a íntegra do depoimento do consultor da CNI em audiência pública nos EUA
O presidente da CNI reforçou que o foco atual é proteger as indústrias brasileiras e garantir alternativas dentro do próprio mercado americano, sem depender de compradores substitutos em outros países. “Precisamos ser criativos”, disse, observando que não há condições para que os exportadores encontrem novos destinos em escala suficiente para compensar os EUA.
“Parece que essa reunião de hoje nos mostrou um novo caminho e… amanhã já queremos ir com esse norte e fertilizar esse caminho para que possamos ter voz legítima e mostrar o interesse do ganha-ganha Brasil-Estados Unidos”, completou.
Alban também fez questão de afastar qualquer conotação política das negociações. “A preocupação número 1 nossa foi que não tivesse nenhuma conotação política ou de governo”, afirmou. Segundo ele, a CNI não tem “competência e legitimidade” para tratar de disputas partidárias, e a escolha foi manter o debate técnico e empresarial, preservando um ambiente mais favorável para as negociações.
Mais cedo, o consultor da CNI Roberto Azevêdo, que falou em nome do setor industrial na audiência pública, destacou que as tarifas aplicadas pelos EUA são “totalmente infundadas” e que “simplesmente não há evidências de que atos, políticas e práticas do Brasil discriminem ou prejudiquem injustamente as empresas americanas”.
Próximos passos: a CNI pretende retomar as conversas já nesta quinta-feira (4), com foco em mostrar aos americanos o potencial de um acordo “ganha-ganha” e defender isenções específicas para setores mais afetados. A avaliação é que, em alguns meses, esse processo possa abrir espaço para negociações de redução tarifária mais ampla.
__
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Procuradoria Geral do RJ ajuíza pedido inédito de falência contra o Grupo Victor Hugo
2
BCE amplia acesso global à liquidez em euros e tenta fortalecer moeda
3
Assaí reduz expansão, corta custos e avalia venda de lojas; veja os bastidores
4
Baly registra recorde de vendas com energético ‘sabor Tadala’ no Carnaval; Conselho de Farmácia critica produto
5
Bolsa fecha no Carnaval? Veja como a B3 opera no feriado