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Cofundador da Nomad usa medida protetiva para impedir sobrinhos de se despedirem da avó em estado terminal
Publicado 29/01/2026 • 12:01 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/01/2026 • 12:01 | Atualizado há 1 hora
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Uma disputa familiar envolvendo o empresário Eduardo Haber, que ajudou a criar a fintech Nomad, ganhou contornos jurídicos após a internação da mãe dele em um hospital de São Paulo. Os dois netos da paciente, gêmeos de 14 anos, ficaram impedidos de ver a avó uma vez que a mãe deles tinha uma medida judicial por suposta agressão atribuída ao empresário Haber
Myriam Haber foi internada no início de janeiro de 2026 no Hospital Albert Einstein, em razão de um câncer de pâncreas em estágio avançado. Diante do quadro terminal, a mãe dos jovens, a artista visual e escritora Paula Parisot, levou os filhos ao Brasil para uma despedida. Ela vive na Argentina e foi casada com Richard Haber, irmão de Eduardo, que morreu em 2016 após um tumor cerebral.
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Segundo comunicações enviadas pelos representantes legais da família Haber, a permanência dos menores no hospital poderia configurar descumprimento de uma ordem judicial em vigor na Argentina, com potenciais repercussões legais naquele país. A orientação se baseava em uma medida protetiva expedida em 30 de dezembro de 2025 pelo Juizado Civil nº 23 de Buenos Aires.
A decisão foi solicitada por Paula, meses depois de apresentar uma denúncia por violência familiar contra Eduardo Haber. Os advogados ressaltaram que a restrição não teria origem em uma iniciativa pessoal do empresário, mas no cumprimento da determinação judicial, e afirmaram ainda que Eduardo e a irmã, Claire Haber, respondiam pelas decisões médicas e administrativas durante a internação.
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Apesar do alerta jurídico, Paula optou por levar os filhos para visitar a avó. A despedida ocorreu com sua autorização formal, acompanhamento de testemunhas e registro por câmeras do hospital. Myriam morreu no dia 14 de janeiro, aos 84 anos.
Procurada, a Nomad comentou que “Eduardo Haber foi um dos cofundadores da fintech, contudo, não exerce cargo executivo na companhia. Atualmente, Haber faz parte – como acionista minoritário – de um corpo com mais de 100 investidores da Nomad”.
A empresa resaltou ainda que as questões levantadas são de cunho familiar e não possuem qualquer impacto ou vínculo com as operações, governança ou diretrizes estratégicas da companhia.
Procurados, a assessoria da Nomad e o representante de Eduardo Haber não haviam se pronunciado até o fechamento da matéria.
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