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Correios serão privatizados? Entenda o plano do governo
Publicado 22/12/2025 • 10:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/12/2025 • 10:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto : Samy Sousa/MCom
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A privatização dos Correios voltou a ser um assunto um dos principais assuntos econômicos do país. A empresa pública de transportes de encomendas vem passando por forte crise financeira. O governo federal aposta em investidores e mudanças no modelo de atuação da empresa, para garantir maior sustentabilidade.
Mesmo com as dificuldades atuais, o presidente Lula reforçou que não há intenção de privatização dos correios neste momento. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que existem interessados em possíveis parcerias com a empresa pública.
“Enquanto eu for presidente, não vai ter privatização. Pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter”, declarou Lula.
Haddad também reforçou que qualquer proposta de empréstimo para os Correios só ira acontecer com o aval do Tesouro Nacional. No início do mês, o ministro descartou as primeiras propostas apresentadas pelos bancos que sugeriam juros de 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
O Tesouro indicou ao governo que não garante operações com juros superiores a 120% do CDI, mas que estuda aprovações de pedidos feitos pela empresa.
Leia também: Crise das estatais: com prejuízo bilionário, Correios recebem aval do Tesouro para empréstimo de R$ 12 bi
Conforme a Agência Brasil, antes mesmo da troca do último governo, os correios já acumulavam dividas significativas.
Em 2023, o prejuízo chegou a mais de R$ 630 milhões. Mas em 2025 o cenário piorou, déficit chegou a R$ 6 bilhões em setembro deste ano e o balanço apontou que a empresa pode fechar o ano um déficit de R$ 10 bilhões.
De acordo com Fernando Haddad, o governo ainda não conhece todos os detalhes da dívida da empresa de transporte, já que os dados recebidos são apenas um resumo para conhecimento da situação.
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda declarou que todos os investimentos recebidos pelos Correios não serão usados para adiar a crise, mas sim, para resolver o problema da empresa e mantê-la saudável e sustentável.
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