CNBC
Jeep Renegade

CNBCStellantis, dona da Jeep, registra primeiro prejuízo anual da história após baixas contábeis ligadas a veículos elétricos

Notícias do Brasil

CPI do INSS mira filho de Lula e avança com quebras de sigilo em investigação bilionária

Publicado 26/02/2026 • 08:44 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • CPI vota 87 requerimentos com quebras de sigilo bancário e fiscal.
  • Filho de Lula entra no radar em meio a suspeitas de repasses.
  • Comissão amplia investigações sobre fraudes bilionárias no INSS.

Agência Câmara de Notícias

Gaspar é autor dos pedidos de quebra de sigilo de vários sigilos bancários, incluindo Lulinha.

A CPI Mista do INSS entra em uma fase decisiva nesta quinta-feira (26), com a votação de uma lista de 87 requerimentos que ampliam o alcance das investigações sobre fraudes na concessão de benefícios previdenciários. No centro da ofensiva está o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reunião, marcada para as 9h, será seguida por novos depoimentos considerados estratégicos para a comissão, que já soma mais de 30 encontros e avança sobre um dos maiores escândalos recentes envolvendo o sistema previdenciário brasileiro.

Leia também: Master: CPI do Crime Organizado convoca Paulo Guedes e Campos Neto; Galípolo, Toffoli e Moraes são convidados

Quebras de sigilo ampliam pressão política

O requerimento para quebra de sigilo de Lulinha foi apresentado pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar, e se baseia em mensagens interceptadas na investigação. Segundo ele, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil, um dos investigados teria mencionado “o filho do rapaz”, levantando suspeitas de ligação com o filho do presidente.

Além disso, documentos analisados pela CPI indicariam movimentações de cerca de R$ 1,5 milhão entre empresas envolvidas no esquema, classificadas pelo relator como transações sem lastro econômico real.

A inclusão de um nome com peso político nacional eleva a temperatura da investigação e transforma a CPI em um dos principais focos de tensão entre Congresso e governo.

A comissão também pretende analisar operações envolvendo outras pessoas e empresas suspeitas de participação no esquema, incluindo estruturas no exterior usadas para movimentação de recursos e lavagem de dinheiro.

Leia também: PF liga Banco BMP a facções criminosas; esquema de lavagem de dinheiro pode chegar a R$ 25 bi

Depoimentos e novas frentes da investigação da CPI

Após a votação dos requerimentos, a CPI ouvirá três personagens-chave:

Paulo Camisotti, empresário investigado por participação em descontos indevidos em benefícios
Edson Araújo, deputado estadual citado em apurações da Polícia Federal
Cecílio Galvão, advogado que teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas

Camisotti é filho de Maurício Camisotti, que foi preso sob acusação de envolvimento nas fraudes. Já Galvão aparece como sócio de empresas que prestam serviços a institutos de previdência em diversos estados, ampliando o alcance geográfico das investigações.

A CPI também aprovou a convocação de Léa Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS, considerada peça-chave para esclarecer falhas nos sistemas que permitiram os descontos indevidos.

Segundo parlamentares, entender a estrutura tecnológica é essencial para identificar como o esquema operava e por que não foi detectado antes.

CPI analisa esquema que pode envolver bancos, fintechs e empresas

A comissão não está olhando apenas para indivíduos. Parte dos requerimentos inclui a quebra de sigilo de empresas e instituições financeiras suspeitas de participação indireta no esquema.

Entre os alvos estão:

Banco Master, com análise de operações entre 2015 e 2025
Pay Brokers EFX, ligada a facilitação de pagamentos
Foliumed Brasil, empresa do setor farmacêutico

A suspeita é de que essas estruturas tenham sido usadas para operacionalizar descontos irregulares, ocultar fluxos financeiros e dar aparência legal a transações suspeitas.

Outro ponto de atenção envolve a empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como responsável por estruturas internacionais de movimentação de recursos, o que pode indicar um nível de sofisticação mais elevado no esquema.

Para o mercado, o avanço da CPI levanta um alerta relevante: fraudes em larga escala no sistema previdenciário afetam diretamente a confiança institucional e o ambiente de negócios, especialmente quando envolvem estruturas financeiras complexas.

À medida que a comissão cruza dados bancários, fiscais e societários, a expectativa é que novas conexões surjam, ampliando o escopo de responsabilização.

O que está em jogo agora vai além de casos isolados. A CPI tenta responder uma pergunta central: como um sistema que movimenta bilhões permitiu a atuação de estruturas suspeitas por tanto tempo sem controle efetivo.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil

;