CNBC
Como a inteligência artificial pode afetar a estabilidade do sistema financeiro?

Pesquisadores da OpenAI e Anthropic pedem desaceleração no avanço da I.A

Notícias do Brasil

Crise institucional pode elevar juros e afastar investimentos, diz professor da FGV

Publicado 10/09/2026 • 14:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Crise institucional no STF pode elevar os juros exigidos pelos investidores e aumentar o custo de financiamento no país.
  • Gustavo Pessoa avalia que a insegurança jurídica pode afastar investimentos, sobretudo em projetos de longo prazo.
  • Professor da FGV recomenda mais cautela ao investidor de varejo enquanto persistirem as incertezas políticas e econômicas.

A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) pode elevar os juros exigidos pelos investidores, reduzir a entrada de capital no país e ampliar a insegurança jurídica, avaliou Gustavo Pessoa, professor de economia e finanças da FGV, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Pessoa, parte dos riscos ligados à inflação, aos juros e ao cenário internacional já vinha sendo incorporada pelo mercado. A escalada da crise no STF, porém, representa um fator novo e mais difícil de precificar.

“É muito difícil nós entendermos o tamanho do estrago que foi feito, mas com certeza nós levaremos muitos anos para reconstruir tudo que nós perdemos nessas poucas semanas.”

Para o professor, a perda de confiança pode afetar especialmente as decisões de investimento de longo prazo, que dependem da estabilidade regulatória e da previsibilidade jurídica.

STF virou novo fator de risco

Pessoa afirmou que o mercado financeiro reage com mais intensidade ao cenário institucional porque ainda não consegue dimensionar seus possíveis desdobramentos.

Segundo ele, fatores como a inflação, os conflitos geopolíticos e os juros elevados já estavam no radar dos agentes econômicos.

“Agora as pessoas estão olhando para o STF porque é um fato novo que não tinha sido considerado.”

Na avaliação do professor, essa incerteza pode levar agentes econômicos a fazer correções mais intensas enquanto tentam estimar o risco associado ao novo cenário.

Ele classificou o momento como uma “tempestade perfeita”, diante da combinação de crise institucional, das eleições no Brasil e das incertezas no ambiente externo.

Risco pode se traduzir em juros maiores

Pessoa afirmou que, mesmo que a tensão diminua após as eleições, o episódio tende a permanecer incorporado à percepção de risco do país.

“Isso vai ser colocado na conta do investidor e vai saber que a qualquer momento pode surgir uma nova crise.”

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Segundo ele, essa percepção tende a elevar a remuneração exigida para investir no Brasil.

“Isso é traduzido em juros maiores, em remunerações maiores.”

Na avaliação do professor, a continuidade desse ambiente de insegurança jurídica pode manter o custo de financiamento no país mais elevado.

Infraestrutura é mais sensível à incerteza

Pessoa destacou que investimentos em infraestrutura estão entre os mais expostos à falta de previsibilidade por dependerem de contratos e regras de longo prazo.

Ele citou como exemplo concessões de rodovias, que podem se estender por cerca de 30 anos e atravessar diferentes ciclos de juros, governos e crises institucionais.

Segundo o professor, essa incerteza cobra não apenas um preço financeiro, mas também pode fazer com que investidores desistam de entrar no Brasil.

Para empresas estrangeiras, afirmou, o desafio é ainda maior diante da necessidade de avaliar riscos políticos, jurídicos e econômicos por períodos muito longos.

Investidor de varejo deve ter mais cautela

No fim da entrevista, Pessoa recomendou uma postura mais conservadora ao investidor individual diante do cenário atual.

Segundo ele, investidores com menos acesso a instrumentos de proteção ficam mais vulneráveis em períodos turbulentos e, por isso, deveriam priorizar ativos considerados mais seguros.

Pessoa citou o Tesouro Nacional como referência de ativo de menor risco no mercado brasileiro e defendeu maior cautela na escolha das instituições financeiras.

Ele avaliou que o investidor individual deve privilegiar segurança enquanto persistirem as incertezas sobre o cenário político, institucional e econômico.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil