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Crise no INSS: presidente pede exoneração de sua substituta em meio a investigação da PF
Publicado 19/11/2025 • 18:37 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 19/11/2025 • 18:37 | Atualizado há 3 meses
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Reprodução/X
Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, pediu ao ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, a exoneração da diretora de Tecnologia da Informação e substituta eventual da presidência, Léa Bressy Amorim. O pedido consta em ofício enviado na última sexta-feira (14) e obtido pela reportagem da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A solicitação ocorre após a prisão preventiva do ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, detido pela Polícia Federal na última quinta-feira (13) no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos ilegais em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. Estimativas apontam prejuízo de R$ 6,3 bilhões a segurados.
No documento, Waller afirma que Léa Bressy possui “notória proximidade pessoal” com Stefanutto e que sua permanência na diretoria poderia comprometer a imagem institucional do INSS em meio às investigações.
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Segundo relato de fonte do INSS que conversou com a Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC em caráter reservado, a crise se intensificou durante os dez dias em que Waller esteve em Washington acompanhando sua esposa em um evento.
Nesse período, Léa Bressy assumiu interinamente a presidência e buscou recursos emergenciais para manter o funcionamento do órgão, sendo R$ 217 milhões em suplementação da Casa Civil e R$ 7 milhões do Ministério da Previdência, para pagamento de bônus atrasados aos servidores.
A atuação da diretora ocorreu em meio a um clima de forte desgaste. Servidores relataram à reportagem um ambiente de “perseguição” atribuído a Waller, especialmente contra funcionários considerados próximos ao ministro Wolney Queiroz. As tensões, segundo a fonte, evidenciam uma disputa interna de poder agravada pelo fato de Waller ser superior hierárquico direto de Léa, agora alvo da solicitação de afastamento.
A Operação Sem Desconto identificou que, ao longo de cinco anos, benefícios de aposentados e pensionistas foram reduzidos ilegalmente para sustentar associações e empresas fictícias. Stefanutto, que dirigiu o INSS até abril deste ano, é tratado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal como peça-chave da organização criminosa.
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A proximidade entre Stefanutto e Léa Bressy, somada ao papel estratégico da diretoria de TI em sistemas sensíveis do INSS, levou Waller a argumentar que o afastamento seria necessário para preservar o interesse público e assegurar colaboração plena com as investigações.
O episódio aprofunda um momento crítico no INSS, que já enfrenta uma investigação nacional sobre fraudes estruturadas em benefícios, conflitos internos entre diretorias e áreas técnicas, disputas políticas envolvendo aliados de Alessandro Stefanutto e do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, além de pressões crescentes para garantir a continuidade dos serviços essenciais da Previdência Social.
Segundo a fonte interna ouvida pela Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a crise atual é “sem precedentes recentes” e o clima dentro da autarquia é de “insegurança e desconfiança generalizada”.
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