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Reino Unido deixa EUA usarem suas bases para atacar instalações de mísseis no Irã
Publicado 01/03/2026 • 21:12 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 01/03/2026 • 21:12 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: AP
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse neste domingo, 1º de março, que aceitou um pedido dos Estados Unidos para utilizar bases britânicas na região do Golfo Pérsico para atacar instalações de armazenagem e lançamento de mísseis do Irã.
“A única maneira de acabar com esta ameaça de ataques iranianos a países vizinhos é destruindo os mísseis em sua origem”, disse Starmer em vídeo postado em seu perfil no X. “A base de nossa decisão é a legítima defesa coletiva de amigos e aliados de longa data, e a proteção de vidas britânicas”, ressaltou.
Starmer frisou que o Reino Unido não está envolvido nos ataques promovidos desde sábado (28) por EUA e Israel ao Irã e não irá se envolver, mas disse que as retaliações iranianas têm atingido alvos civis em nações parceiras e colocam em risco cidadãos britânicos que vivem na região. “Nossos parceiros no Golfo pediram que fizéssemos mais para defendê-los, e é meu dever proteger vidas britânicas”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCAlém de Israel, retaliações iranianas atingiram alvos na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Starmer relatou que as forças armadas britânicas já mantêm “jatos no ar como parte de operações defensivas que interceptaram com sucesso ataques iranianos.”
O primeiro-ministro disse ainda que seu país vai levar especialistas ucranianos e britânicos para ajudar “nossos parceiros no Golfo a abater drones iranianos.” Os ucranianos têm enfrentado drones iranianos em sua própria guerra, porque a Rússia utiliza esses equipamentos.
Ao reiterar que o uso das bases tem objetivo apenas defensivo e não implica no envolvimento de seu país no ataque ao Irã, Starmer lembrou a invasão norte-americana no Iraque em 2003, com apoio da Grã Bretanha. “Todos nós nos lembramos dos erros no Iraque e nós aprendemos as lições”, declarou. A ofensiva derrubou o regime de Saddam Hussein, mas mergulhou o país árabe num caos cujos efeitos são sentidos até hoje.
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