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DECISÃO 2026: Lula diz que ninguém vai desrespeitar Nossa Senhora e Flávio compara fake news sobre santa à facada sofrida pelo pai; veja o dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 28/09/2026 • 23:04 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Lula (PT) afirmou em comício em Belém que ninguém vai desrespeitar Nossa Senhora Aparecida enquanto ele for presidente e defendeu respeito a todas as religiões.
  • Flávio Bolsonaro (PL) voltou a negar a informação falsa de que apoiaria retirar da santa o título de padroeira do Brasil e comparou a repercussão do episódio à facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018.
  • Augusto Cury (Avante) criticou a política econômica, Ronaldo Caiado (PSD) condenou o uso eleitoral da religião, Renan Santos (Missão) falou sobre sua possível participação em debate e Romeu Zema (Novo) rejeitou desistir da disputa.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

A polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida foi tema da reta final da campanha presidencial nesta segunda-feira (28). Lula (PT) usou um comício em Belém para defender a padroeira e o respeito às diferentes religiões. Flávio Bolsonaro (PL) dedicou parte de sua agenda em São Paulo a tentar rebater a informação falsa que o associa à retirada do título da santa.

A alegação de que Flávio apoiaria uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil é falsa. O projeto usado como base para o conteúdo foi apresentado em 2007 por outro parlamentar e arquivado no ano seguinte, sem participação do atual candidato. Flávio negou defender a mudança.

No domingo, porém, o candidato acusou pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem atuado com o PT na disseminação da informação. A entidade rejeitou a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da divulgação de conteúdo falso relacionado à eleição.

Lula diz que ninguém vai desrespeitar Nossa Senhora

Lula começou o dia em Brasília, onde participou da sanção do projeto que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino.

Depois, seguiu para Belém. Na capital paraense, cumpriu agenda institucional no Hospital São João de Deus antes de participar à noite do ato de campanha “Brasil Pronto pra Mais”.

Durante o comício, Lula entrou diretamente na questão religiosa que marcou os últimos dias da campanha e defendeu que diferentes crenças sejam respeitadas.

“Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém”, afirmou. Ao fim do evento, o presidente ergueu uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

Lula também defendeu respeito às religiões de matriz africana e voltou a atacar lideranças religiosas que apoiam seus adversários.

No mesmo discurso, o presidente retomou críticas à Igreja Batista da Lagoinha e ao pastor André Valadão, a quem associou a Daniel Vorcaro.

Flávio compara polêmica à facada sofrida pelo pai

Flávio concentrou os compromissos em São Paulo. Pela manhã, caminhou pelo Brás ao lado de aliados e depois visitou o Mercado Municipal.

Durante a passagem pelo centro da capital, o candidato recebeu de uma apoiadora uma imagem de crochê de Nossa Senhora Aparecida, que ergueu diante de jornalistas.

“Eu estava esperando a nota da CNBB, e ela saiu hoje. Foi uma boa nota, esclarecedora, porque confirma que essa história de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil era uma grande mentira, a maior fake news desta campanha”, afirmou.

À noite, Flávio participou do podcast católico SantoFlow e voltou ao episódio. O candidato comparou a repercussão da informação falsa à facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.

Flávio reafirmou que nunca propôs retirar o título de Nossa Senhora Aparecida e citou o fato de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, ser católico para rejeitar acusações de intolerância religiosa.

Cury diz que adversários não entendem economia

Augusto Cury começou o dia com uma reunião fechada com integrantes da diretoria do Bradesco, em São Paulo.

Na saída do encontro, o candidato criticou os adversários por, segundo ele, não tratarem adequadamente do endividamento público e das famílias.

“Os meus adversários, e não meus inimigos, eles não falam sobre isso, porque não entendem minimamente economia, não se preocupam com a qualidade de vida do trabalhador brasileiro e das famílias brasileiras”, afirmou.

Cury defendeu uma revisão dos gastos públicos, que chamou de “pente fino e um pente grosso”, e afirmou que responsabilidade fiscal permitiria uma redução mais rápida dos juros.

“Nós temos que abaixar os juros o mais rapidamente, termos responsabilidade fiscal para que o Banco Central tenha a capacidade de abaixar, dentro de um ano a um ano e meio, para níveis de, quem sabe, 7%, 8%, e logo caia mais ainda”, disse.

Cury também teve reuniões fechadas com representantes do setor de transporte ferroviário e do YouTube Brasil. A visita prevista à Assembleia de Deus no Brás foi cancelada.

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Caiado condena uso político da religião

Ronaldo Caiado concentrou a agenda em Goiânia, onde participou pela manhã de uma caminhada no Jardim Guanabara.

O candidato também entrou na controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida e criticou a exploração eleitoral de temas religiosos.

“Repudio violentamente toda e qualquer vinculação [política à religião]. Sou católico praticante, devoto de Nossa Senhora das Graças. Cabe ao político respeitar todas as crenças”, afirmou.

Caiado disse que a polarização política tem produzido um ambiente de hostilidade e pediu respeito às diferentes manifestações de fé.

“Esse ódio precisa sair do coração do brasileiro e voltar a ter um momento de reflexão e um momento de convivência harmônica entre as pessoas. Eu não faço política dessa maneira”, disse.

O candidato também voltou a defender uma proposta para limitar o crescimento das despesas obrigatórias e cortar parte dos gastos discricionários dos três Poderes. Segundo Caiado, a medida permitiria recuperar a capacidade de investimento do governo federal.

Renan diz aguardar convite para debate

Renan Santos participou à noite de um ato com apoiadores na Escadaria Maria Ortiz, no centro de Vitória, dando continuidade à sua caravana pelo país.

Nesta segunda, o candidato também afirmou que aguarda uma definição sobre sua possível participação no debate presidencial da TV Globo, marcado para quinta-feira (1º).

A emissora convidou inicialmente Lula, Flávio, Caiado e Cury com base nos critérios previstos para participação. Renan e Zema ficaram de fora, mas a ausência de um dos convidados pode abrir espaço para outro candidato conforme as regras estabelecidas pela emissora.

Renan disse considerar pequena a possibilidade de ser chamado e relacionou essa avaliação às críticas que vem fazendo a Flávio.

“Honestamente, eu acho o seguinte: se eu for, o Flávio não vai. Acho que eles preferem que vá o Flávio”, afirmou.

O candidato disse ainda que mantém conversas com representantes da emissora, mas que não recebeu sinalização positiva sobre um convite.

Zema rejeita desistência e diz que seguirá campanha até o fim

Romeu Zema passou o dia em Minas Gerais, com almoço com apoiadores em Caeté e entrevista à Rádio Alfa FM, em Nova Era.

A agenda ocorreu em meio à pressão de integrantes da direita para que o candidato desista da disputa e apoie Flávio já no primeiro turno. Zema rejeitou essa possibilidade e divulgou um vídeo afirmando que manterá a candidatura.

“Vou ficar todo tempo em campo e levo minha proposta até o final”, declarou.

Na entrevista em Nova Era, Zema voltou a atacar a classe política e afirmou que a população do interior perdeu espaço enquanto Brasília concentrou recursos.

“É Brasília cada vez mais no luxo e nós aqui no interior cada vez mais no lixo; é político ficando cada vez mais rico e o povo cada vez mais pobre”, disse.

O candidato também voltou a falar sobre as bets. Apesar de criticar o momento escolhido por Lula para proibir as plataformas, Zema afirmou nesta segunda que considera necessária a proibição diante dos impactos das apostas sobre as famílias.

“Cassino é ruim, agora bet, todo mundo tá andando com o cassino na mão”, afirmou.

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